Quando a alta de preços vira o início da queda?


A dinâmica de preços no mercado de commodities costuma alterar rapidamente a percepção de risco e oportunidade entre produtores e empresas do setor. A avaliação é de Roberto Holland Filho, Líder Sucroenergético, ao analisar o comportamento recente do mercado de açúcar e a forma como decisões comerciais são tomadas ao longo do ciclo de preços.

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Segundo ele, momentos de valorização prolongada tendem a criar a sensação de que o preço ainda pode subir mais, o que muitas vezes leva agentes do setor a adiar decisões de fixação. No entanto, o mercado raramente recompensa quem tenta acertar exatamente o ponto mais alto das cotações.

Nos últimos anos, ganhou força no setor sucroenergético uma disciplina comercial baseada na fixação gradual de parte relevante da produção com antecedência. A lógica dessa estratégia não é buscar o preço máximo, mas preservar margens em um ambiente marcado por grande volatilidade.

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Dentro de uma gestão de risco mais estruturada, o preço isolado perde importância diante da relação entre preço de venda e custo de produção. Quando as margens oferecidas pelo mercado são consideradas atrativas, a tendência é acelerar a fixação. Já em cenários de margem mais estreita, o ritmo costuma diminuir.

Políticas de comercialização costumam estabelecer limites de atuação, com volumes mínimos que garantem proteção de margem e tetos que evitam exposição excessiva a um único momento de mercado. Quando uma parcela relevante do setor permanece pouco fixada, qualquer pequena recuperação de preços tende a gerar novas vendas, o que acaba limitando movimentos mais fortes de alta.

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“No setor sucroenergético, essa diferença costuma aparecer exatamente quando o ciclo muda. E quando o mercado vira, o discurso muda rapidamente. O céu deixa de ser o limite e passa a ser apenas o ponto de partida para a queda. É nesse momento que aparece a diferença entre quem tentou acertar o topo e quem decidiu proteger margem”, conclui.
 

Fonte: agrolink

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