Influenciadora gera polêmica ao chorar por culpa de pensão de R$ 15 mil: “Humilhação”


Influenciadora gera polêmica ao chorar por culpa de pensão de R$ 15 mil: “Humilhação”
QUAL SUA OPINIÃO? 😳 Via @ToContigo e @correio24horas | A influenciadora Amanda Campello publicou um desabafo nas redes sociais nesta quinta-feira (20) em que diz que está passando dificuldades ao lado da filha. Ela reclamou que recebe apenas R$ 15 mil de pensão do pai de sua filha, o investidor Sharkão.

Segundo ela, o valor não consegue suprir suas necessidades. “Já tentei de todas as formas não chegar a uma “pequena” (mediante tudo o que aconteceu e acontece) exposição. Mas a humilhação é tanta, que já passou do limite da paciência. Me compadeço a todas as mães que passam por isso. Mendigar o mínimo para nossos filhos dentro da possibilidade de cada um”, justificou ela.

Segundo ela, seu único objetivo é conseguir dar uma vida confortável para a filha. “Quero que saibam que eu vou dar a volta por cima e poder proporcionar tudo de melhor qualidade para minha filha. Porque não tem nada mais triste pra uma mãe, ver seu filho brincar com um ursinho de pelúcia na loja e não poder comprar, ver que acabou frutas e ter que pedir pra vó/ tio. Enfim, entrar em desespero ao pagar as contas e ver que o dinheiro nem deu pra todas contas fixas”, justificou ela.
Amanda Campello também reiterou que sua vontade é apenas cuidar da herdeira. “Eu amo minha filha mais que tudo. Eu tiro de mim pra dar pra ela e vou poder bater no peito em pouco tempo pra poder proporcionar boas coisas sem ter que ficar me humilhando”, disse. 
Nos comentários, o desabafo da influenciadora dividiu opiniões. Veja:
A influencer citou algumas críticas e rebateu comentários sobre a possibilidade de baixar o padrão de vida. “As pessoas falam, ‘vai morar em apartamento de mil reais’. Primeiro ponto, se eu fosse morar em um apartamento de R$ 15 mil, ele não continuaria mandando o R$ 15 mil. Ele mandaria o valor do aluguel, mas os das contas fixas. A qualidade de vida da minha filha tem que ser a mesma do genitor e não estou nem prezando pela mesma qualidade porque está faltando para o básico”, destacou.
Sharkão rebateu Amanda afirmando que paga um valor suficiente, incluindo gastos extras. “É inacreditável dizer que falta para o básico, falta para comprar fruta, mesmo eu enviando 17,300 reais esse mês. Imagina você, se você recebesse R$ 17,300 conseguiria comprar fruta para uma neném de oito meses? Faltaria para o básico?”, disse.
Ele disse ainda que a mãe da criança usaria  o dinheiro em “alguma outra coisa”. “Lembrando que o combinado é eu enviar R$ 15 mi todo mês que já cobre todas as necessidades da minha filha e todas as contas fixas e ainda sobra. Por que enviei 17.300? Despesas extras e inesperadas que eu pago a parte! Mas infelizmente eu mando dinheiro para a minha filha e ele é gasto com alguma outra coisa”.

Como é definida a pensão alimentícia?

A advogada especialista da área familiar Mariana Régis explica que a pessoa que recebe a pensão não tem o dever de prestar contas ao outro genitor (a), a não ser que se tratem de despesas extraordinárias, como, por exemplo, em caso de doença, em que a mãe ou pai precisou comprar remédios e tem de comprovar o valor gasto para que o outro arque com a parte do montante.
“Se o pai desconfia de má gestão ou desvio (aproveitamento pessoal), ele pode ingressar com ação para revisar o valor ou forma de pagamento e assim terá acesso à atual planilha de despesas detalhada da filha. Assim vai ficar clara a destinação dos recursos. O judiciário tem entendimento consolidado no sentido de não admitir prestação de contas em caso de pensão alimentícia, mas há pouco tempo, se admitiu a ação de prestação, em um caso bem particular (excepcional). A criança tinha deficiência e mesmo com uma pensão super elevada, estaria estudando em escola pública. Então, abriu-se um precedente. Contudo, o entendimento majoritário segue sendo pelo descabimento da ação de prestação de contas”, explica.
Ainda em conversa ao CORREIO, a advogada frisou que, em qualquer caso que envolva posicionamento, é importante lembrar que o valor dos alimentos é calculado levando-se em consideração as despesas da criança e a capacidade financeira de quem a pagará. Sobre o caso da influenciadora, Mariana detalha:
“As pessoas podem achar que R$ 15 mil é muito, contudo, a depender do padrão sócio econômico experimentado durante a constância da união, esse valor não é suficiente sequer para manter a moradia, imagine arcar com todos os custos de uma criança – caso a mãe esteja sem renda, afastada do trabalho ou impossibilitada de trabalhar”.
Fonte: ToContigo e Correio 24 Horas
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