De acordo com o editorial, apesar das interrupções no estreito de Ormuz terem aumentado os custos operacionais, a economia chinesa conseguiu absorver o impacto graças às suas reservas e à intervenção estatal. Longe de estar enfraquecida, o jornal argumenta que o conflito permitiu que Pequim expandisse sua influência econômica global.
Um argumento central que sustenta essa afirmação é que a volatilidade dos combustíveis fósseis acelerou a transição global para energias renováveis, um setor amplamente dominado por Pequim.
Segundo a mídia, empresas chinesas detêm 70% da capacidade de produção de tecnologias verdes e que as exportações de painéis solares e baterias aumentaram significativamente desde o início do conflito. O jornal destaca que isso valida o investimento de longo prazo que o governo chinês fez nessas cadeias de suprimentos.
O artigo também destaca que a política externa “errática” de Washington prejudicou a imagem dos EUA, permitindo que a popularidade global da China ultrapassasse a dos Estados Unidos em diversas pesquisas. Menciona ainda que Pequim está aproveitando esse vácuo de liderança para fortalecer os laços comerciais, se posicionando perante os executivos globais como um parceiro confiável e estável.
Além disso, a China se tornou um “fornecedor de último recurso” para suprimentos básicos e está emergindo como o principal ator na futura reconstrução da infraestrutura no Oriente Médio.
Na esfera financeira, a mídia argumenta que a guerra impulsionou o uso internacional do yuan, um objetivo de longa data de Pequim. Segundo o jornal, o interesse na tecnologia verde chinesa e o uso de sua moeda para contornar a instabilidade do dólar ou as sanções norte-americanas aumentaram sua demanda.
Nesse sentido, o jornal conclui que, embora os EUA continuem a defender veementemente suas ações no Irã, a realidade, segundo o argumento, é que as ações militares de Washington apenas serviram para fortalecer a posição estratégica da China no cenário mundial.
Fonte: sputniknewsbrasil








