Crédito rural ficou mais seletivo


O financiamento da produção rural no Brasil passa por um período de transição que tende a mudar a forma como produtores acessam recursos para custear e investir nas próximas safras. A avaliação é de Márcio A., gerente de Inovação e Novos Negócios para a América Latina na Ameribras Indústria e Comércio Ltda, que aponta a safra 2026/27 como um possível ponto de inflexão nesse processo.

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Nos últimos anos, a expansão do agronegócio brasileiro foi sustentada por juros subsidiados, forte presença de bancos públicos e ampla oferta de recursos por meio do Plano Safra. Esse modelo permitiu crescimento acelerado da produção e maior disponibilidade de crédito rural, mas começa a apresentar mudanças.

De acordo com a análise, não há exatamente escassez de dinheiro no sistema financeiro, mas sim maior percepção de risco por parte das instituições. Eventos climáticos extremos, queda de margens em algumas culturas e aumento do endividamento rural levaram bancos a adotar critérios mais rigorosos, avaliando produtores de forma semelhante a empresas.

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Na prática, isso significa análises financeiras mais detalhadas, exigência maior de garantias, custos de crédito mais elevados e processos de aprovação mais lentos. Produtores sem gestão financeira estruturada tendem a enfrentar mais dificuldades nesse ambiente.

Ao mesmo tempo, o financiamento do agro passa a incorporar instrumentos mais sofisticados, com crescimento de operações via mercado de capitais, como certificados de recebíveis do agronegócio, FIAGRO, fundos de crédito agrícola, além de estruturas com tradings e operações de barter.

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Nesse cenário, gestão financeira, tecnologia produtiva e inteligência de mercado ganham peso estratégico. A demanda global por alimentos, proteína animal e biocombustíveis segue sustentando o potencial do país, mas a nova fase do crédito exigirá planejamento mais rigoroso e decisões cada vez mais estratégicas no campo.
 

Fonte: agrolink

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