UE não pode se livrar da dependência do combustível nuclear russo, diz mídia


A mídia ressalta que a União Europeia não teve o “mesmo sucesso” em lidar com a energia nuclear, como teve com o gás natural liquefeito, por motivos práticos e históricos.
Em 2021, a empresa atômica russa Rosatom forneceu aos reatores do bloco europeu 20% de seu urânio natural, gerenciando um quarto dos serviços de conversão e fornecendo um terço de seus serviços de enriquecimento, segundo a Agência de Fornecimento Euratom.
No mesmo ano, a Europa pagou à Rússia € 210 milhões (R$ 1,1 bilhão) pelas exportações de urânio bruto.
A mídia ainda indica que o valor de importação de tecnologia e combustível nuclear relacionada à Rússia aumentou mais de $ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) no último ano, segundo pesquisa do Instituto Real de Serviços Unidos.
Bandeira da União Europeia projetada no prédio da Biblioteca Nacional em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina, 12 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2023

Além disso, o Politico destaca que esta dependência justifica a dificuldade do bloco europeu em causar danos à indústria nuclear russa, já que os próprios países europeus seriam afetados, visto que 18 usinas nucleares na Europa são de projetos russos.
Além disso, a mídia cita que o mundo tem grande dificuldade em lidar com o enriquecimento e conversão, podendo levar até dez anos para substituir a empresa russa Rosatom, o que demonstra que a Europa ainda não está pronta para se livrar da dependência do combustível nuclear russo.

Fonte: sputniknewsbrasil

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