Com o objetivo de que o lítio mexicano não possa ser explorado por nenhum país estrangeiro, o decreto sobre a nacionalização da matéria-prima declara um território de 234.855 hectares como zona de reserva.
Com isso, todas as reservas de lítio do país serão entregues ao Ministério da Energia (Sener).
Decreto sobre nacionalización del litio, desde Sonora https://t.co/XCtsgp54QG
— Andrés Manuel (@lopezobrador_) February 18, 2023
Decreto sobre a nacionalização do lítio, de Sonora.
O decreto foi assinado durante um ato presidencial no município de Bacadéhuachi, localizado no estado de Sonora.
“Vamos nacionalizar o lítio para que não seja explorado por estrangeiros, nem da Rússia, nem da China, nem dos Estados Unidos, o petróleo e o lítio são da nação, do povo do México”, disse o presidente durante a cerimônia.
Agora, segundo palavras de López Obrador, vem a parte tecnológica do processo, “porque aqui o lítio está na argila e não está na rocha”.
Ao contrário da Bolívia, Chile e Argentina, a matéria-prima encontrada no México requer tratamento e processamento para ser separada da argila.
O presidente lembrou que o lítio é o principal insumo para a produção de baterias de carros elétricos.
O decreto é mais um passo do governo mexicano para dar prosseguimento às determinações da Lei de Mineração de abril de 2022, que mudou uma série de regras para o setor, tornando mais difícil a participação de empresas estrangeiras.
Fonte: sputniknewsbrasil








