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Os economistas do mercado financeiro voltaram a aumentar a previsão da inflação para este ano e acreditam que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deve manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,5% ao ano na reunião que começa nesta terça-feira (28).
As informações constam no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27), relatório semanal que reúne as projeções de analistas e instituições financeiras acompanhadas pelo Banco Central.
Inflação sobe pela sétima semana seguida
A expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do país, subiu de 4,8% para 4,86% — a sétima alta consecutiva.
Isso significa que os analistas agora acreditam que os preços ao consumidor vão crescer mais do que se esperava anteriormente. Com essa projeção, a inflação deve fechar 2026 acima do teto da meta, que é de 4,5% (a meta central é 3%, com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos).
📈 Por que a inflação subiu nas projeções?
- Impactos da guerra no Oriente Médio, que começou em fevereiro com ataques de EUA e Israel ao Irã
- Pressões sobre preços de alimentos e combustíveis
- Incertezas sobre o cenário externo e seus efeitos na economia brasileira
Selic: mercado aposta em pausa nos cortes
O Boletim Focus indica que os especialistas esperam que o Copom interrompa a sequência de cortes da Selic nesta semana e mantenha a taxa em 14,5% ao ano. O anúncio oficial deve sair na quarta-feira (29).
Os analistas também mantiveram a expectativa de que o Brasil terminará 2026 com a Selic em 13% ao ano. Para os anos seguintes, as projeções ficaram assim:
|
Ano |
Projeção da Selic |
|---|---|
|
2026 |
13,00% |
|
2027 |
11,00% |
|
2028 |
10,00% |
|
2029 |
9,75% (revisão para baixo) |
PIB: previsão de crescimento cai pela primeira vez no ano
A expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 teve uma pequena redução: a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 1,86% para 1,85%. É a primeira queda registrada no ano.
Para 2027, a estimativa permanece em 1,80%.
Dólar: projeção recua
Os economistas também ajustaram para baixo a previsão do dólar para o fim de 2026: a cotação esperada caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25. Para 2027, a projeção ficou em R$ 5,35.
O que diz o Banco Central?
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia sinalizado cautela na condução da política monetária. Em declarações recentes, ele afirmou que é preciso “tempo para entender” os impactos da guerra no Oriente Médio na economia global antes de definir os próximos passos.
“É preciso ter movimentos mais seguros em período de incerteza”, disse Galípolo, destacando que o Brasil tem uma “gordura” por ter mantido os juros em patamar elevado em 2025.
Em março, o Copom reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano. Na ata da reunião, o colegiado destacou que os próximos passos dependerão da duração do conflito no Oriente Médio e de seus efeitos sobre a inflação e a atividade econômica.
Entenda os termos
Para quem não é da área de economia, veja o significado dos principais conceitos desta matéria:
🔹 Selic: Taxa básica de juros da economia. Quando sobe, encarece empréstimos e freia o consumo; quando cai, estimula a economia, mas pode pressionar a inflação.
🔹 Copom: Comitê do Banco Central que se reúne a cada 45 dias para definir a Selic.
🔹 IPCA: Índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE. Mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços.
🔹 Boletim Focus: Relatório semanal do Banco Central que reúne as projeções de economistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.
🔹 Meta de inflação: Objetivo definido pelo Conselho Monetário Nacional. Em 2026, a meta é 3%, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos (ou seja, entre 1,5% e 4,5%).
O que esperar da reunião do Copom?
A reunião desta semana será acompanhada de perto por investidores, empresários e consumidores. As principais expectativas são:
✅ Manutenção da Selic em 14,5%, conforme projeção do mercado
✅ Sinalização sobre o ritmo futuro de cortes de juros
✅ Avaliação dos riscos inflacionários, especialmente ligados ao cenário externo
✅ Comunicação clara sobre os próximos passos da política monetária
✅ Sinalização sobre o ritmo futuro de cortes de juros
✅ Avaliação dos riscos inflacionários, especialmente ligados ao cenário externo
✅ Comunicação clara sobre os próximos passos da política monetária
O anúncio será feito na quarta-feira (29), após o encerramento da reunião de dois dias.
Fonte: gazetabrasil






