Astrônomos descobrem Abeona, um dos remanescentes de supernova mais tênues já vistos (IMAGEM)


Astrônomos identificaram um novo e extremamente tênue remanescente de supernova, batizado de Abeona, a partir de observações de rádio realizadas pelo radiotelescópio ASKAP. O objeto, inicialmente sugerido como possível remanescente de supernova (SNR, na sigla em inglês) em 2014, teve sua natureza confirmada por uma equipe internacional liderada por Christopher Burger-Scheidlin.

Abeona recebeu o nome da deusa romana das viagens porque a estrela que a originou se afastou do centro da galáxia antes de explodir.

Hoje, o remanescente aparece como uma grande nuvem em forma de casca, muito fraca e difícil de detectar, emitindo apenas um tipo de radiação típico de objetos violentos como supernovas.
© Foto / Christopher Burger-Scheidlin, Brianna D. Ball, Sanja Lazarević et al., 2026Imagem de intensidade total do ASKAP em 943,5 MHz mostrando Abeona (G310.7–5.4), um remanescente de supernova extremamente tênue. “Intensidade total” indica o brilho captado em ondas de rádio, enquanto 943,5 MHz corresponde à frequência observada pelo radiotelescópio

Imagem de intensidade total do ASKAP em 943,5 MHz mostrando Abeona (G310.7–5.4), um remanescente de supernova extremamente tênue. Intensidade total indica o brilho captado em ondas de rádio, enquanto 943,5 MHz corresponde à frequência observada pelo radiotelescópio - Sputnik Brasil, 1920, 29.04.2026

Imagem de intensidade total do ASKAP em 943,5 MHz mostrando Abeona (G310.7–5.4), um remanescente de supernova extremamente tênue. “Intensidade total” indica o brilho captado em ondas de rádio, enquanto 943,5 MHz corresponde à frequência observada pelo radiotelescópio
Com brilho superficial extremamente fraco e difícil de detectar, Abeona está entre os remanescentes de supernova de rádio mais tênues já mapeados. Os pesquisadores estimam que ele tenha aproximadamente 137 anos-luz de diâmetro e esteja a 16 mil anos-luz da Terra, situado 1.500 anos-luz abaixo do plano galáctico.
As observações revelaram polarização linear na parte norte da casca, típica de emissão sincrotron — quando elétrons são acelerados a velocidades próximas à da luz por campos magnéticos em espiral —, além de coincidência espacial com uma fonte de raios gama, o que sugere aceleração de partículas de alta energia. Esses elementos reforçam a classificação do objeto como um SNR.
A galáxia espiral NGC 4536, com sua intensa formação estelar, é brilhante, apresentando aglomerados azuis de formação estelar e aglomerados rosados ​​de hidrogênio ionizado - Sputnik Brasil, 1920, 27.04.2026

A ausência de um objeto compacto remanescente e sua posição fora do plano galáctico indicam que Abeona provavelmente se originou de uma supernova do tipo Ia, ou seja, a partir da explosão de uma estrela anã branca — um tipo de estrela pequena e muito densa. Ele passa a integrar um pequeno grupo de remanescentes de alta latitude que exibem emissão energética significativa.
Segundo os autores, objetos como Abeona são valiosos para estudar processos de aceleração e difusão de raios cósmicos no meio interestelar. A descoberta destaca a importância de levantamentos de rádio de alta sensibilidade para revelar estruturas fracas e pouco exploradas da Via Láctea.
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Fonte: sputniknewsbrasil

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