“O Sudeste brasileiro, que historicamente, até então, concentrava esses investimentos, já apresenta uma maior saturação, custos mais elevados e menos espaço para grandes projetos novos. O Nordeste, por outro lado, ainda oferece áreas disponíveis, custos operacionais mais baixos, incentivos regionais que tornam os projetos mais viáveis e mais atrativos economicamente.”
“Projetos em energia, indústria e infraestrutura ampliam a base produtiva e ajudam a diversificar a economia. […] Com esses investimentos, o Nordeste passa a integrar de forma mais ativa as cadeias globais de valor, especialmente nesses setores ligados à transição energética e à indústria de baixo carbono.”
“Vinte anos atrás, fazendo uma comparação da minha relação com a China, os brasileiros procuravam produtos e soluções chinesas porque elas eram mais baratas, ainda que não fossem tão boas. Hoje em dia, os empresários brasileiros me procuram por querer uma tecnologia melhor, ainda que eventualmente o preço seja superior ao daquelas tecnologias americanas, europeias e de outros países do mundo.”
Bons negócios são para os dois lados
“Eles gostam do desenvolvimento do Brasil quando vai facilitar a exportação para a China, vai reduzir custos logísticos, vai fortalecer parcerias estratégicas dentro do próprio BRICS, por exemplo.”
“Projetos que são de grande escala exigem marcos regulatórios muito claros e previsíveis, muito bem delimitados e coordenados entre os diferentes níveis do governo. […] É fundamental que exista uma estratégia de desenvolvimento regional que seja bem definida. Isso vai envolver políticas de governo que incentivem a formação de mão de obra qualificada, o fortalecimento de fornecedores locais e a transferência de tecnologia também.”
“Há um interesse genuíno de uma forma pragmática de desenvolver negócios com o Brasil. A questão política é algo que não interessa à China, não só no Brasil, mas em nenhum outro país em que ela tenha a oportunidade de celebrar negócios.”
“Diante da nossa segurança mineral, nós oferecemos o minério para a China fabricar as baterias desses carros elétricos, mas, além de oferecermos esses minerais raros, que seja construída uma fábrica aqui com a transferência de tecnologia, para entendermos como são feitas essas baterias. Há um diálogo rico, frutífero, e temos visto uma evolução, não só quantitativa, mas também qualitativa nessa relação bilateral sino-brasileira.”
E os Estados Unidos?
“Quando os EUA colocam alguma restrição tarifária, o natural é que a China procure diversificar e procurar novos parceiros, novos lugares para investir e tentar diversificar sua pauta, para suprir com o que antes podia ser comercializado com os EUA.”
“O Brasil é um país que tem um histórico de multipolaridade, de participar de diversos blocos regionais. Inclusive o Brasil, em que pese ele fazer parte do BRICS, ainda tem desenvolvido seu diálogo com os EUA. Hoje a Embraer é um bem muito apreciado pelo governo e pelos empresários americanos.”
Fonte: sputniknewsbrasil







