Ministro: Turquia eliminou ‘tutela ocidental’ e já não presta atenção a declarações do líder dos EUA


Soylu já tinha acusado os EUA de tentar estabelecer um Estado terrorista próximo às fronteiras do país. Após o ataque terrorista em Istambul no ano passado, Ancara não aceitou as condolências de Washington.
Na semana passada, durante uma reunião com organizações juvenis, ele disse que os EUA “continuam a perder sua reputação”, que todo o mundo “odeia os Estados Unidos” e que a Europa é um “peão” deles.

“Com Tayyip Erdogan [presidente turco], foi eliminada a tutela ocidental. Não há nenhuma instituição nas mãos do executivo que seja pró-Ocidente agora. Houve uma época em que a mídia na Turquia era orientada para o Ocidente. Se os embaixadores dos EUA diziam algo, isso se tornava notícia de primeira página. Agora, se o presidente dos EUA diz algo, a Turquia não presta atenção“, disse Soylu.

Ibrahim Kalin, porta-voz do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, durante entrevista em Istambul (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 08.05.2023

O ministro também chamou a atenção para a ameaça de criação de um “Estado terrorista” próximo das fronteiras do país e no próprio território turco, como na região de Hatay, onde aconteceu o terremoto violento.

“Eu estive em Hatay e mostramos como Hatay é importante em um terremoto. Agora, quão seguro seria ter um Estado terrorista nessa região? Se tivéssemos confiado nos EUA nessa questão, teríamos acabado como o Afeganistão“, enfatizou.

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, ouve Vladimir Putin, seu homólogo da Rússia, em Astana, no Cazaquistão, em 13 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.05.2023

Soylu afirmou ainda que, combatendo o terrorismo, a Turquia está, na verdade, combatendo os Estados Unidos.
As rebeliões curdas na Turquia são um conflito armado entre o governo da Turquia e as milícias do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) que lutam pela autonomia curda dentro da Turquia.
O conflito armado com o PKK começou na Turquia em 1984 e foi retomado em 2015. A organização também opera no norte da Síria e no Iraque, sendo frequente alvo de operações aéreas e terrestres por parte de Ancara.

“Não estamos lutando contra o PKK, estamos lutando contra os EUA. Será que somos tão ingênuos a ponto de não sabermos disso? Nós sabemos. Os EUA querem criar um Estado terrorista no país.”

Fonte: sputniknewsbrasil

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