Governo afasta carro popular das locadoras e empresas reclamam


A compra de carros mais baratos por locadoras e outras empresas foi liberada na manhã da última terça-feira (20), mas o governo voltou atrás e prorrogou por mais 15 dias a venda com desconto exclusivo para pessoas física — o que não aconteceu com caminhões e ônibus. Sendo assim, dificilmente as empresas vão conseguir ter acesso ao benefício. E isso gerou reclamação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as nove fabricantessolicitaram R$ 400 milhões de créditos tributários. Isso corresponde a 80% dos R$ 500 milhões totais disponibilizados pelo governo por meio da Medida Provisória 1.175 publicada há duas semanas.

Levando em consideração que 80% do crédito foi usado em duas semanas, fica difícil imaginar que os outros 20% não sejam solicitados no mesmo período de 15 dias — dos quais dois dias já se passaram. Se isso acontecer, os créditos serão zerados e não terá nenhum benefício restante para as empresas.

A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), manifestou o seu descontentamento com a medida do governo. Confira na íntegra o que foi divulgado.

De acordo com a Abla, são 1.434.299 veículos pertencentes a locadoras no Brasil, divididos nas seguintes proporções:

Na semana passada, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, ressaltou a importância das locadoras e disse que não acredita que o setor tem condições privilegiadas para compra atualmente. Além disso, também disse que as locadoras foram essenciais para que as fabricantes não tivessem mais paralisações.

“As locadas têm um volume muito importante e, neste momento em que o mercado está em dois milhões de veículos (projeção para 2023), ter as locadoras é fundamental para as fábricas funcionarem. Lembrando que nós tivermos 14 paradas de fábricas neste ano, se não fossem as locadoras, os números de paradas seriam muito maiores que 14, seriam 20, 25.”

O governo disponibilizou R$ 1,5 bilhão em créditos tributários à indústria, sendo os já mencionados R$ 500 milhões para automóveis e comerciais leves com preços de até R$ 120 mil. Além dessa quantia, o programa também disponibiliza R$ 700 milhões para caminhões e R$ 300 milhões para vans e ônibus.

Para receber o incentivo, o carro deve atender aos seguintes critérios:

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Fonte: direitonews

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