Foguete é lançado de Gaza contra Israel após polêmica envolvendo o Monte do Templo


O incidente foi relatado depois que o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, fez uma visita ao Monte do Templo, que abriga a Mesquita de Al-Aqsa. Jordânia, Catar, Turquia e outros países do Oriente Médio condenaram a iniciativa de Ben Gvir.
Segundo o jornal Times of Israel, moradores de cidades próximas à fronteira de Gaza relataram ter ouvido uma grande explosão no momento em que o foguete atingiu o solo. Não houve reinvindicação imediata de nenhum dos grupos baseados em Gaza pelo disparo.
As Forças de Defesa de Israel disseram que o projétil caiu dentro da Faixa de Gaza, aparentemente sem causar ferimentos ou danos. As sirenes de foguetes não soaram nas comunidades israelenses.
A visita de Itamar Ben Gvir gerou uma onda de críticas internacionais e ameaças de retaliação de governantes do enclave costeiro e do grupo Hamas, considerado terrorista pelas autoridades de Israel.
Manifestação pela unidade política palestina une apoiadores do Hamas e do partido Fatah (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 14.10.2022

O lançamento do foguete ocorreu depois que o Hamas alertou que a visita de Ben Gvir ao Monte do Templo seria um “detonador” para uma nova escalada. Ben Gvir e seu partido rejeitaram repetidamente as ameaças do Hamas.
O recém-nomeado ministro é acusado de “ser um provocador”, pois fez várias viagens ao Monte do Templo como ativista e também liderou marchas nacionalistas contenciosas pelo bairro muçulmano na Cidade Velha de Jerusalém.
Atualmente, vigora um tratado negociado entre Israel e Jordânia: apenas muçulmanos podem rezar na área. Judeus, cristãos e seguidores de outras religiões podem visitar, mas com segurança policial. Membros do Knesset, o Parlamento de Israel, devem evitar visitas.
Ben Gvir é o líder de um dos três partidos nacionalistas da nova coalizão de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.
Polícia israelense caminha perto da Cúpula do Rochedo, durante confrontos na área da Mesquita Al-Aqsa, conhecida pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, em meio a tensões motivadas pelo possível despejo de famílias palestinas de casas em terras reclamadas pelos colonos judeus no bairro Sheikh Jarrah, na Cidade Velha de Jerusalém, 7 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.12.2021

Fonte: sputniknewsbrasil

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