“Hajj Qassem [Soleimani] foi capaz, por meio de sua inteligência, planejamento, presença constante e sinceridade, de unir as forças do Eixo da Resistência, fortalecê-las e fornecer a elas apoio material e intelectual por meio de reuniões e presença direta nas linhas de frente”, disse Nasrallah em discurso televisionado pelo canal libanês Al-Manar, na terça-feira (3).
Qassem Soleimani era comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e foi assassinado após um ataque dos EUA, durante o governo do ex-presidente Donald Trump, em 3 de janeiro de 2020.
Segundo o presidente do Hezbollah, o assassinato de Soleimani, ao lado do vice-presidente das Forças de Mobilização Popular do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, teve como objetivo “quebrar a resistência, aterrorizar os iraquianos e enfraquecer os partidos do Eixo da Resistência”.
Porém ele aponta que o projeto “falhou em atingir seus objetivos e em subjugar Irã, Iraque, Palestina, Síria, Líbano e Iêmen”, em vez de lançar “novos elementos de poder em nossa região”.
Nasrallah elogiou o falecido comandante iraniano por frustrar vários “esquemas americanos” no Oriente Médio, inclusive ajudando o Hezbollah durante a guerra Israel–Líbano de 2006 e comandando forças contra braços do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) que surgiram na Síria e no Iraque em meados da década de 2010.
As ações de Soleimani, afirma, impediram que Washington se apresentasse como “salvador” dos países da região.
Iranians commemorating the 3rd anniversary of the martyrdom of General Qasem Soleimani, Abu Mahdi al-Muhandis, and their companions who led the victorious struggle against NATO backed ISIS and Al-Qaeda. Western occupation forces will be expelled from the region. pic.twitter.com/tvP6waZ764
— Seyed Mohammad Marandi (@s_m_marandi) January 4, 2023
Iranianos comemorando o terceiro aniversário do martírio do general Qasem Soleimani, Abu Mahdi al-Muhandis e seus companheiros que lideraram a luta vitoriosa contra o ISIS [Estado Islâmico-Khorasan, EI-K, um ramo do Daesh que atua no Afeganistão e Paquistão] e a Al-Qaeda [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], apoiados pela OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. As forças de ocupação ocidentais serão expulsas da região.
Dezenas de milhares de iranianos se reuniram em Teerã e outras grandes cidades iranianas na terça-feira (3) para comemorar o terceiro aniversário da morte de Soleimani.
Conforme publicou a mídia iraniana Press TV, o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, afirmou que o Irã “não deixará passar o sangue do mártir Soleimani” e que “não permitirá que os assassinos e perpetradores tenham um sono reparador”. Segundo Raisi, o falecido comandante era um símbolo na luta contra o terrorismo e a “arrogância global”.
Fonte: sputniknewsbrasil







