Os fluxos globais voltaram aos emergentes em abril, com entradas de US$ 58,3 bilhões (mais de R$ 284,9 bilhões) após o pânico geopolítico provocado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
Analistas afirmaram ao South China Morning Post que o movimento indica disposição dos investidores em retomar posições assim que o choque inicial se dissipa, beneficiando mercados da China ao Brasil.
O renovado entusiasmo por inteligência artificial (IA) reacendeu o apetite por ações norte-americanas, mas especialistas avaliam que China continental e Hong Kong podem ganhar impulso com o encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e seu homólogo chinês Xi Jinping, visto como potencial gatilho para maior tolerância ao risco.
Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), a reversão foi ampla revertendo a saída de US$ 66,2 bilhões (cerca de R$ 323,5 bilhões) em março e de US$ 42,2 bilhões (aproximadamente R$ 206,2 bilhões) em abril do ano passado tanto em ações quanto em títulos de dívida. A primeira onda de alívio, porém, concentrou-se em renda fixa, sinalizando cautela persistente.
A visita de Trump à China é vista como peça-chave para o ritmo de recuperação. Um desfecho positivo para o conflito no Irã e para o diálogo bilateral poderia destravar mercados que ficaram para trás, incluindo Hong Kong e outras praças emergentes, especialmente na América Latina.
Ainda assim, a incerteza sobre o Irã segue como principal freio. Nos últimos 30 dias, índices chineses avançaram menos que em EUA, Coreia do Sul e Taiwan, impulsionados pelo boom de IA e pelo desempenho de empresas como a Anthropic.
Analistas destacaram à mídia asiática que relações comerciais EUA-China não têm sido suficientes para animar o mercado chinês. Mesmo com possível avanço em tarifas e compras agrícolas, o consenso é de que a IA continuará liderando o ciclo de curto prazo.
Enquanto Coreia e Taiwan surfam o frenesi tecnológico, empresas de tecnologia listadas em Hong Kong seguem subavaliadas pela falta de catalisadores locais. Ainda assim, gestoras como a JP Morgan veem oportunidades em IA nos próximos 12 a 18 meses.
Fonte: sputniknewsbrasil








