Poupança tem retiradas líquidas pelo quarto mês seguido


Marcando uma sequência de quatro meses consecutivos de retiradas líquidas, as cadernetas de poupança fecharam abril com saldo negativo de R$ 6,252 bilhões (depósitos de R$ 289,27 bilhões, ante retiradas de R$ 295,52 bilhões), superando, inclusive, os saldo negativo de R$ 6,087 bilhões, do mês anterior. Já em abril de 2022, o saldo negativo totalizou R$ 9,877 bilhões, para uma retirada acumulada de R$ 103,237 bilhões referentes ao ano passado.

Já no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), os saques superaram os depósitos em 5,075 bilhões de reais, enquanto na poupança rural, as saídas líquidas corresponderam a R$ 1,176 bilhão.

Em 2023, as perdas acumuladas da poupança já somam R$ 57,485 bilhões, cenário negativo da aplicação estimulado por juros elevados, que retiram a atratividade das cadernetas, frente aos demais investimentos. Apesar do avanço acelerado dos resgastes nos últimos meses, o estoque de valores depositados apresentou estabilidade, em torno de R$ 967,5 bilhões.

Como reflexo da manutenção da Selic, desde agosto do ano passado, no maior patamar em seis anos, as taxas cobradas pelos bancos, em fevereiro último, atingiram o maior percentual em cinco anos.

Outro indicador que contribui para a avalanche de retiradas líquidas seria a continuidade, em nível alto, do endividamento da população, que correspondeu, igualmente em fevereiro, a 48,6% da renda acumulada no período de 12 meses. Tal situação levou o governo federal a criar o programa Desenrola, de renegociação de dívidas, com vistas a contemplar mais de 40 milhões de brasileiros negativados.

Apesar disso, a poupança é uma das cinco aplicações financeiras – das 13 pesquisadas pela consultoria Trademap – cujo rendimento ficou acima da inflação em 2022, com saldo positivo de 2%, já descontada a variação de preços captada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador oficial de inflação.

Mesmo que positiva, a performance da poupança se mantém com rendimento limitado, uma vez que este, por regra, não pode superar 0,5% ao mês quando a Selic ultrapassa o patamar de 8,5% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), que é calculada pela média ponderada dos títulos públicos prefixados).

Crédito: G1

Fonte: capitalist

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