Os futuros do óleo de soja registraram uma recuperação na última semana, com o contrato de março precificado a US¢ 55,33, alta de 3,40% na sexta-feira. Segundo análise da StoneX, o movimento foi sustentado principalmente pela sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a China considera importar 20 milhões de toneladas de soja americana ao longo da temporada 2025/26, volume 8 milhões de toneladas superior ao já registrado, o que contribuiu para a valorização de todo o complexo da soja.
Outro fator de suporte foi o anúncio oficial das diretrizes do crédito 45Z pelo Tesouro americano. As regras não trouxeram surpresas relevantes e limitaram o benefício a matérias-primas de origem norte-americana, o que também favoreceu os preços do óleo de soja. Por outro lado, os dados divulgados pelo USDA sobre esmagamento de soja e consumo do óleo mostraram recuperação na demanda, mas aumento dos estoques em dezembro, cenário que restringiu ganhos mais expressivos.
No mercado de óleo de palma, o contrato com vencimento em abril encerrou a semana em queda, cotado a USD 1.052,98, recuo de 1,92% na sexta-feira. O foco segue nas estimativas para produção, estoques e exportações da Malásia em janeiro. A expectativa é de desaceleração na produção e redução dos estoques após dez meses consecutivos de alta, embora os volumes ainda permaneçam elevados em comparação a janeiro do ano passado.
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Também permanece no radar o acordo comercial entre Estados Unidos e Índia, que pode favorecer as importações de óleo de soja americano em detrimento do óleo de palma do sudeste asiático. A ausência de detalhes sobre os produtos contemplados e o amplo spread entre os dois óleos no mercado físico indiano tendem, contudo, a limitar uma substituição mais imediata.
Fonte: agrolink





