O mês de julho é dedicado a atenção a um tipo específico de doença, Câncer de Cabeça e Pescoço. O dia 27 de julho foi declarado Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço pela Federação Internacional de Sociedades de Oncologia de Cabeça e Pescoço. Em 2022 o Brasil instituiu a lei 14.328 pelo Mês Nacional do Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço.
De acordo com o professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Willian Camarço, o câncer na região da cabeça e pescoço engloba diferentes órgãos. “O Câncer de cabeça e pescoço engloba os tumores malignos da pele da região e os tumores de boca, língua, faringe, laringe e tireoide, principalmente”, explica o professor sobre as áreas mais afetadas. A doença pode afetar ainda palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, esôfago, seios paranasais, fossas nasais e glândulas salivares.
A estimativa do Ministério da Saúde é que anualmente cerca de 700 mil novos casos sejam diagnosticados no mundo. “Pacientes que fumam ou que ingerem bebida alcoólica frequentemente têm risco aumentado para a doença. Hoje, o HPV também é um fator de risco importante. Mas, todas as pessoas devem ficar atentas ao surgimentos de feridas nesta região que não cicatrizem em pouco tempo, mesmo que não doam”, explica o professor Willian Camarço. De acordo com o Ministério da Saúde, HPV é a sigla em inglês para Papilomavírus Humano que infecta pele ou mucosas. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).
Para abordar a prevenção contra o Câncer de Cabeça e Pescoço, o professor Willian Camarço pontua determinados tipos de cuidados. “Quando falamos em prevenção, nós temos alguns tipos. A primária e a secundária são as mais importantes na doença oncológica. As medidas de prevenção primária são aquelas que possam fazer o paciente se afastar do risco conhecido para a doença”, relata o docente da Faculdade de Medicina da UFMT. Os fatores de risco estão associados a diferentes atividades pessoais e profissionais.
“Em câncer de cabeça e pescoço, como os fatores de risco mais importantes são álcool, cigarro e sexo oral desprotegido, as medidas de prevenção primária são consumo reduzido de álcool, não fumar (não existe quantidade segura de consumo de cigarro) e utilizar barreiras de proteção no ato sexual para evitar a transmissão do HPV. E as medidas de prevenção secundária, incluem o diagnóstico, preferencialmente o mais precoce possível. Por isso, se atentar para as férias ou machucados que não cicatrizem e procurar um serviço de saúde também são importantes”, reforça o professor Willian Camarço.
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Fonte: ufmt






