A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) participa de pesquisa que investiga o uso de inteligência artificial para identificação de grãos de pólen. O estudo é promovido pela Smithsonian Tropical Research Institute (STRI), uma unidade da Smithsonian Institution com sede na Cidade do Panamá, Panamá. Da UFMT a Faculdade de Geociências (Fageo), no Câmpus de Cuiabá, auxilia os estudos por meio da coleção de Palinologia da Universidade.
A professora da Fageo, Silane Aparecida Ferreira da Silva Caminha, conta que a pesquisa é conduzida por Carlos Jaramillo, estudioso da Palinologia, uma área da Paleobotânica, que estuda os grãos de pólen vivos, fósseis e esporos de plantas. “Trabalho com o Carlos Jaramillo desde meu doutorado, que acabou em 2008. Desde então temos projetos em conjunto. Dessa vez, participam conosco o pós-graduando Bruno Scudeiro Espinosa, e Vinicius Valle da graduação na Fageo”, explica.

Silane Aparecida Ferreira da Silva Caminha conta ainda, que a pesquisa vem sendo desenvolvida a cerca de um ano. “A coleção de Palinologia da UFMT tem mais de 2000 lâminas de espécies recentes do cerrado, pantanal e amazônia. Temos também aproximadamente 1000 lâminas de palinomorfos fósseis, com holótipos, primeiro representante de uma espécie nova, descrito inclusive. Dessa forma, temos ajudado com o empréstimo de lâminas e a digitalização delas”, ressalta.
A professora da UFMT complementa que após a digitalização de todas as lâminas microscópicas e a identificação de todos os palinomorfos o grupo avança para a segunda etapa. “Essa fase será o treinamento da inteligência artificial para ser usada na identificação dos grãos de pólen. Esse projeto nos coloca à frente em relação ao tempo de análise que diminuirá, assim como diminuição de erros em identificação de espécies que são comuns. Com isso podemos passar mais tempo na descrição e identificação de espécies que são sub representadas e, por isso, desconhecidas”, destaca.
Parceria internacional e oportunidades
Com a premissa da UFMT para o ensino, a pesquisa e a extensão, Silane Aparecida Ferreira da Silva Caminha fala da relevância dessa pesquisa. “Essa ação leva a UFMT e Estado a um patamar internacional em Palinologia que tem diversas implicações também para a sociedade como a melhoria do sabor e produtividade do mel produzidos pelo pequeno produtor, por exemplo”, destaca.
Sobre a coleção de Palinologia da UFMT, a professora diz que ela segue aberta para pesquisadores da área que desejaram utilizá-la. “Quanto aos estudos de Palinologia na Universidade, temos um laboratório super produtivo que ajuda na formação de muitos estudantes da Geologia, e estamos começando com os alunos da Biologia. De forma geral, ainda é necessário algum investimento em infraestrutura como na aquisição de um microscópio motorizado para que possamos fazer parte do nosso trabalho ainda no Estado”, finaliza a professora, complementando que a Coleção da UFMT foi iniciada em meados de 2010, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).
Fonte: ufmt






