Sinalização de expansão inflacionária do setor, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) avançou 0,40% em maio deste ano, patamar superior ao do crescimento de 0,23%, registrado no mês anterior.
Como resultado, o indicador agora acumula variação de 1,34% no ano e de 6,32%, nos últimos 12 meses – em maio de 2022, que teve alta de 1,49%, tal critério apresentou variação de 11,20%. As informações foram divulgadas, nesta sexta-feira (26), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV).
Um dos principais componentes do INCC-M, Materiais, Equipamentos e Serviços desacelerou, ao passar de 0,23% em abril para 0,06% em maio corrente, ao passo que a mão de obra avançou de 0,23%, em abril, para 0,75%, neste mês.
Dos quatro subgrupos que integram o índice, três tiveram recuo, com destaque para os materiais para instalação, que caiu de +1,74% para -0,23%, na passagem de abril para maio. Já no grupo serviços, a taxa teve ligeira expansão, de 0,64% para 0,65%, no mesmo comparativo mensal, com contribuição da redução do item refeição pronta no local de trabalho, que minguou de 1,47% para 0,49%.
A pesquisa mostrou, ainda, que das sete capitais pesquisadas, quatro tiveram crescimento de variação (Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo), enquanto outras três (Salvador, Brasília e Porto Alegre) recuaram. Nesse sentido, o índice nacional é resultado da média aritmética ponderada das sete capitais, em pesquisa mensal de preços realizada no intervalo compreendido entre os dias 21 do mês anterior ao de referência e o dia 20 do mês de referência.
Além de captar a evolução de custos de construções residenciais, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) permite acompanhar a evolução dos preços de materiais e custos de mão de obra e serviços mais relevantes para a construção civil.
Além das características mencionadas, o indicador é de importância fundamental por parte de indústrias e varejo do setor sobre custos de produção para as construtoras, como custos com obras/reformas, assim como para tomada de decisões por parte dos demais agentes econômicos.
| Mês de referência | Evolução Mensal |
Acumulado 12 meses |
| mai./23 | 0,40% | 6,32% |
| abr./23 | 0,23% | 7,48% |
| mar./23 | 0,18% | 8,17% |
| fev./23 | 0,21% | 8,76% |
| jan./23 | 0,32% | 9,05% |
| dez./22 | 0,27% | 9,40% |
| nov./22 | 0,14% | 9,44% |
| out./22 | 0,04% | 10,06% |
| set./22 | 0,10% | 10,89% |
| ago./22 | -0,33% | 11,40% |
| jul./22 | 1,16% | 11,66% |
| jun./22 | 2,81% | 11,75% |
| mai./22 | 1,49% | 11,20% |
Fonte: capitalist






