Economia é chave contra desperdício de alimentos


Perdas e desperdício de alimentos costumam ser tratados como uma questão ética, mas o debate envolve sobretudo fatores econômicos que determinam a eficiência do sistema alimentar. A avaliação é do economista Luis Eduardo Pacifici Rangel, membro do Conselheiro Científico Agro Sustentável, ao analisar os impactos produtivos, logísticos e regulatórios que moldam esse cenário.

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Segundo ele, as perdas ocorrem ao longo de toda a cadeia, da colheita ao armazenamento, passando pelo transporte e beneficiamento, refletindo limitações técnicas e falhas de coordenação. Reduzi-las tem custo crescente à medida que se busca níveis muito baixos, o que torna o conceito de perda zero mais um slogan do que uma meta economicamente eficiente.

O economista destaca que, quando o resíduo ganha valor, o desperdício tende a cair. O setor frigorífico é citado como exemplo de economia circular quase completa, impulsionada pelo aproveitamento de subprodutos. Processo semelhante ocorreu na reciclagem animal, que transformou passivos ambientais em ativos econômicos.

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Em produtos perecíveis, como frutas e hortaliças, as perdas também funcionam como amortecedor de preços diante de choques de oferta. Nesse caso, a redução exige soluções estruturais, como logística adequada, tecnologia e acesso a mercados. Inovações como a irradiação de alimentos e a rotulagem baseada no conceito de best before são apontadas como ferramentas capazes de ampliar a vida útil e reduzir descartes.

“No fim, a mensagem é simples: perdas e desperdício não se resolvem só com consciência. Resolvem-se com economia, inovação e políticas públicas inteligentes. Quando o resíduo passa a ter valor, o desperdício deixa de ser regra — e o sistema alimentar se torna mais sustentável por construção, não por coerção”, comenta.
 

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Fonte: agrolink

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