Relatório aponta crescimento das agtechs no país


A agricultura brasileira passa por um processo contínuo de modernização, impulsionado pela adoção de novas tecnologias, pelo avanço da inteligência artificial e pela automação das atividades no campo. Segundo o relatório Radar Agtech Brasil 2025, da Celeres, esse movimento tem se refletido na expansão do ecossistema de startups e no aumento do volume de investimentos direcionados ao setor.

O levantamento aponta um crescimento de 75% no número total de agtechs mapeadas entre 2019 e 2024, acompanhado por uma maior descentralização geográfica dessas empresas pelo país. Em 2025, os aportes em startups e fundos ligados ao agronegócio somaram mais de R$ 520,6 milhões, evidenciando o interesse de investidores por soluções tecnológicas aplicadas à produção, à gestão e à sustentabilidade do campo.

Entre os destaques estão empresas que atuam com automação agrícola e uso de IA, como no desenvolvimento de robôs para operações no campo, plataformas digitais para negociação de grãos e sistemas inteligentes voltados à otimização de compras e integração de cadeias produtivas. Também ganham espaço iniciativas focadas em monitoramento da qualidade de sementes, análise e previsão climática e soluções para antecipação de recebíveis, ampliando o acesso a serviços financeiros no agro.

O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais e climáticos, incluindo projetos de restauração de áreas degradadas e geração de créditos de carbono. O segmento de bioinsumos aparece como outra frente relevante, com investimentos destinados à recuperação e melhoria da saúde do solo e à ampliação da capacidade produtiva.

Além das startups, fundos de venture capital especializados em agronegócio têm direcionado recursos para empresas em estágios iniciais, com foco em inovação, redução de impactos climáticos e segurança alimentar. O conjunto de dados reforça a consolidação de um ambiente cada vez mais tecnológico e diversificado, no qual a inovação se torna um dos principais vetores de competitividade da agricultura brasileira.
 

Fonte: agrolink

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