Visita de Blinken à China não reduziu a ameaça de guerra por Taiwan, opina ex-diplomata dos EUA


Em 1972, Freeman foi o principal intérprete do presidente Richard Nixon durante sua visita histórica à China, e mais tarde serviu como embaixador dos Estados Unidos na Arábia Saudita.
Não houve avanços nas relações entre os dois governos, e a ameaça de guerra não foi reduzida“, disse ele, respondendo à pergunta sobre a possível redução do risco de uma guerra por Taiwan.
De acordo com Freeman, a missão de Blinken durante a sua visita não era fortalecer as relações sino-americanas, mas estabilizá-las depois que Washington e Pequim atingiram um “nível extraordinariamente baixo” de interação desde a guerra econômica dos EUA com a China há cinco anos.
O especialista acredita que o Departamento de Estado alcançou progressos mínimos em certas esferas.

“Em certa medida, um diálogo respeitoso é necessário para aliviar as preocupações das nações da comunidade global que estão com medo justo das possíveis consequências trágicas de mal-entendidos entre os EUA e a China“, disse Freeman.

Ele também enfatizou que as conversações de Blinken atenderam a esse “padrão muito baixo”.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping no Grande Salão do Povo em Pequim, em 19 de junho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 19.06.2023

Após a visita de dois dias que contou com encontros do secretário de Estado dos EUA com as autoridades chinesas, incluindo o presidente Xi Jinping e o ministro das Relações Exteriores Qin Gang, Blinken reconheceu que Washington e Pequim não chegaram a um consenso sobre o estabelecimento de comunicações operativas entre os militares em caso de crise e o trabalho nesse sentido continua.

Fonte: sputniknewsbrasil

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