
“Temos que lembrar que o consumo das famílias é o principal componente da formação do PIB [produto interno bruto] brasileiro. Aumentar a capacidade de consumo das famílias no curto prazo talvez seja a melhor forma de reativar a economia brasileira”, afirma Rocha.
“A política de salário mínimo é um componente que permite oferecer um horizonte, uma estabilidade para pensar no crescimento do mercado doméstico“, aponta.
“Vimos agora, com o governo Bolsonaro, que essa é uma análise falsa, pois o governo agora também acompanhou um ‘boom’ de commodities. O mercado externo subiu o preço da soja, da carne e do petróleo, que é o segundo produto de exportação do Brasil, e a economia não se beneficiou”, recordou Sobral.
‘Há muitas possibilidades’ para políticas sociais
“Tudo isso acaba tendo efeitos positivos sobre a renda e a capacidade de consumo das famílias brasileiras. Neste momento são necessárias políticas de combate à fome e de abastecimento do mercado doméstico de alimentos, para reduzir a pressão inflacionária sobre os alimentos. Isso tudo está relacionado à recuperação da capacidade de consumo da base da pirâmide social do Brasil”, disse Rocha.

“É preciso estabelecer uma política de bolsas de estudo em todos os níveis, muito mais amplas. Podemos investir no processo educacional, não só nas escolas. As pessoas precisam ser remuneradas para estarem nas escolas com índices de eficiência, permitindo uma geração profundamente qualificada”, disse.
“Compras de bens de luxo, como helicópteros e jatinhos, não são tributados. Há uma baixa tributação sobre herança… Uma série de medidas precisam ser adotadas para tornar a sociedade mais justa, invertendo o peso da tributação, que hoje recai sobre os mais pobres no consumo, […] [para fazê-lo valer] sobre os mais ricos”, apontou.
Fonte: sputniknewsbrasil






