VeeKay acredita que ‘equipe americana de verdade’ seria bom para a F1


O piloto da Indy, Rinus VeeKay, acredita que uma equipe americana ‘de verdade’ como a Andretti, pode agregar valor à Fórmula 1, enquanto o time busca garantir um lugar no grid da F1 para 2024.

As frustrações da Andretti na Fórmula 1 já duram quase um ano, pois após uma aquisição fracassada da Sauber no final de 2021, Mario Andretti anunciou em fevereiro de 2022, que a equipe busca ser a décima primeira equipe no grid da categoria em 2024.

Desde então, o progresso tem sido lento, com as equipes atuais ainda não aceitando muito bem a perspectiva de ter que dividir seus lucros ainda mais, mas Andretti, continuou em sua busca.

A equipe Andretti anunciou planos para uma nova fábrica de US$ 200 milhões em sua cidade natal, Indianápolis, com o objetivo de estar totalmente operacional em 2025, e afirmou ao PlanetF1.com, que a equipe continua trabalhando como se sua oferta de adesão à F1 já tivesse sido aceita.

Sua proposta de chegada ao grid dividiu o paddock, com muitos alegando que não veriam valor na entrada da Andretti, enquanto outros, como o CEO da McLaren, Zak Brown, foram a favor dessa nova equipe no grid.

O plano da Andretti recebeu mais apoio do piloto da IndyCar, Rinus VeeKay, que afirmou que uma ‘verdadeira equipe americana’, seri bom para o grid da F1.

A Haas é uma equipe considerada americana, devido à sua base em Kannapolis, Carolina do Norte, mas grande parte de sua operação ocorre em Banbury, Inglaterra e Maranello, Itália, o que claramente os exclui na mente de VeeKay.

“Eu acho que a Andretti pode agregar valor à Fórmula 1. É uma verdadeira equipe americana”, disse o piloto holandês à edição de seu país do Motorsport.com. “O nome Andretti é sinônimo de automobilismo de qualquer maneira.”

“Anos atrás, eles anunciaram que US$ 200 milhões devem ser pagos para registrar uma nova equipe. Se você fez essa regra, então você realmente tem que cumpri-la. Então uma parte interessada paga esse valor e esse é o custo para entrar”, disse ele, se referindo ao fato de que mesmo com a Andretti se propondo a pagar esse valor, algumas equipes atuais da F1, resistiram à entrada de outra equipe na categoria.

Os pilotos da Indy, normalmente encontram dificuldade em se transferir para a Fórmula 1, com Colton Herta sendo o último a tentar, mas não conseguindo uma vaga praticamente certa na AlphaTauri para 2023, por não ter os pontos necessários para obter a superlicença da FIA, obrigatória para um piloto correr na F1.

VeeKay disse que uma nova equipe permitiria mais oportunidades, e também afirmou que o sistema de superlicença não é surpreendente, já que a FIA quer proteger suas próprias cotegorias.

“Também vejo como uma grande oportunidade para os pilotos americanos, campeões da Indy, por exemplo, que querem algo diferente. É uma boa conexão que poderia estar lá. Também acho que não faria mal a Fórmula 1 ter dois carros extras no grid”, disse ele.

“Acho a situação de Herta foi um pouco engraçada. Mas a IndyCar é obviamente uma organização separada da FIA. Então você pode esperar algo assim da FIA, que eles queiram principalmente proteger sua própria organização e seus próprios campeonatos, mas acho uma pena isso”, concluiu VeeKay.

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