Será que visitas de autoridades americanas à Ásia Central terão impacto em Moscou?


Na segunda-feira (27) a secretária do Tesouro, Janet Yellen, realizou uma visita sem aviso a Kiev, onde se reuniu com altos funcionários do país, inclusive com o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky.
De acordo com o NYT, o objetivo principal de sua visita foi provar publicamente que os bilhões de dólares dos contribuintes norte-americanos não foram desperdiçados.
Assim, ela anunciou a transferência de US$ 1,25 bilhão (R$ 6,50 bilhões) em ajuda econômica para a Ucrânia.
É a primeira parcela dos cerca de US$ 10 bilhões (R$ 52 bilhões) que os Estados Unidos planejam fornecer a Kiev de um pacote de ajuda de US$ 45 bilhões (R$ 234 bilhões) aprovado pelo Congresso em dezembro.
A secretária do Tesouro deixou claro que a ajuda estadunidense à Ucrânia vai continuar sendo fornecida e que os Estados Unidos vão intensificar seus esforços contra a economia russa.
“Continuaremos trabalhando com nossa coalizão internacional para fornecer assistência militar, econômica e humanitária à Ucrânia”, disse Yellen.
Ela prometeu que a América prestará assistência à Ucrânia “pelo tempo que for necessário“.
O jornal aponta que Yellen, ex-presidente da Reserva Federal dos EUA, esteve envolvida na elaboração das sanções contra a Rússia e do teto de preço do petróleo russo imposto pelos Estados Unidos e seus aliados do G7.
A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, fala à mídia durante uma entrevista coletiva no segundo dia da segunda reunião dos ministros de Economia e chefes de Bancos Centrais do G20 sob a presidência do G20 da Índia em Bengaluru, Índia, 23 de fevereiro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2023

Além disso, a secretária do Tesouro advertiu a China contra seu apoio à Rússia.
“Nós certamente comunicamos à China que esperamos que cumpra as sanções e que qualquer evidência de que o governo, empresas privadas ou instituições financeiras da China fornecem apoio material […] trará consequências realmente graves”, diz o artigo, citando Yellen.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da China chamou o comportamento dos EUA de “hipócrita”:

“Enquanto os Estados Unidos intensificaram seus esforços para enviar armas a uma das partes em conflito, resultando em uma guerra sem fim à vista, eles têm espalhado informações falsas sobre o fornecimento de armas da China à Rússia”.

As bandeiras norte-americana e chinesa tremulam no Genting Snow Park, em Zhangjiakou, China, antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, 2 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 28.02.2023

Em paralelo com sua visita, o secretário de Estado, Antony Blinken, efetua uma visita oficial ao Cazaquistão, ex-república soviética da Ásia Central e um dos principais aliados da Rússia.
Hoje, terça-feira (28), Blinken deve chegar ao país para, segundo o artigo, instar altos funcionários do país a agirem independentemente da Rússia e da China e não ajudarem Moscou a escapar das sanções.
Contudo, se nota que as autoridades norte-americanas não acreditam que muitos dos países que permaneceram neutros no conflito façam declarações contra a Rússia, uma vez que têm laços de décadas, inclusive relações militares, com Moscou.
Por exemplo, nenhum dos Estados da Ásia Central votou positivamente a resolução apresentada pela Ucrânia nas Nações Unidas na semana passada, que exigia que a Rússia retire suas tropas e concorde com o plano de paz proposto pela Ucrânia.
Os representantes do governo estadunidense foram enviados apenas uma semana após o presidente Biden ter viajado para Kiev para se comprometer com o apoio norte-americano na luta contra a Rússia.

Fonte: sputniknewsbrasil

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