Recuperação Florestal é tema de seminário do Observatório do Código Florestal


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O Serviço Florestal participou hoje (15/08) do seminário “Incentivos Econômicos e Financeiros para Implementação do Código Florestal”. O evento foi organizado pela BVRio e pelo Observatório do Código Florestal e contou com a presença de gestores governamentais, e atores do setor privado e do terceiro setor.

O diretor-geral do SFB, Garo Batmanian, compôs a mesa de abertura do evento. Garo falou sobre os desafios e possibilidades das etapas de implementação do Código Florestal posteriores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). Ele enfatizou a necessidade de avanços na operacionalização da Cota de Reseva Ambiental, e deu destaque ao potencial de criação do que chamou de “Indústria de Restauração”. Segundo ele, é necessário investir na produção de mudas para que se atenda a lacuna de restauração florestal, com financiamento de iniciativas que supram essa demanda de mercado.

Garo ressaltou também o papel das concessões florestais na restauração das terras públicas: “Vamos expandir a experiência bem sucedida de concessão florestal de manejo. Estamos agora trabalhando com a concessão de terras públicas para restauração. Em alguns casos, o crédito de carbono terá papel chave para que a concessão se torne lucrativa. Para o concessionário, a segurança jurídica fundiária torna mais atrativo oFoto Renato.png investimento na floresta pública”.

No painel seguinte, o diretor de concessão florestal e monitoramento do SFB, Renato Rosenberg, falou sobre o impacto da mudança da legislação da concessão florestal – que agora permite incluir a  exploração e comercialização de créditos por serviços ambientais, inclusive de carbono, nos editais de concessão florestal

“A comercialização de créditos de carbono será a principal receita na concessão florestal para restauração das unidades de conservação de proteção integral”. De acordo com o diretor, “há interesse das grandes empresas, pelo que se tem visto da mobilização do mercado. É um momento em que os investidores querem assumir o risco. Cabe a nós atuar para mitigar esse risco, e implementar a restauração em larga escala.”, disse Renato.

Fonte: gov.br

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