Em dez dias, litro da gasolina sobe quase 10%, devido à ‘reoneração’


E a corrida dos preços (também chamada, no economês, de inflação) parece não ter fim mesmo, para o contribuinte-consumidor e, a cada quatro anos, eleitor. Que o diga a gasolina, que subiu quase 10% (9,6%) em dez dias, indo a R$ 5,57 nos postos de abastecimento em todo o território nacional, após a volta da cobrança de impostos federais sobre os combustíveis (a chamada ‘reoneração’), conforme aponta pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No fim do fevereiro, o litro do derivado do petróleo custava R$ 5,08.

Segundo a autarquia, somente no período entre 5 e 11 de fevereiro, o aumento do insumo chegou a 6,1%, levando seu preço a R$ 5,57, por conta da reincidência do PIS e da Cofins sobre os valores da refinaria, diferença que vem sendo repassada, ‘gradualmente’, ao consumidor final nas bombas.

O que mais impressiona nessa volúpia de reajuste de preços finais da gasolina é que sua disseminação praticamente anulou a redução anunciada de 3,9% (que corresponderia a menos 13 centavos por litro), anunciada pela Petrobras, em suas refinarias.

Passada apenas uma dezena de dias, porém, o impacto da retributação dos combustíveis passa a ficar mais claro, o que não impede, segundo especialistas, que ocorram novas altas ‘residuais’, a depender da ‘dinâmica de estoques e incorporação dos aumentos pelo varejo’.

Embora exista a ‘liberdade de mercado’ – preços regulados pela ‘lei’ da oferta e da procura – lojistas e varejistas continuam ‘condicionados’ às variações de preço da commodity pelas refinarias, onde as distribuidoras adquirem cargas para revenda pelos postos.

A princípio, a previsão era de que a ‘reoneração’ adicionaria mais R$ 0,47 ao preço do litro da gasolina vendida pelas refinarias. Na conta simples, se a Petrobras reduziu seus preços em R$ 0,13 por litro, a expectativa era de que o aumento chegaria até R$ 0,34 nas refinarias. Tal impacto a favor do consumidor, porém, será menor, levando em conta que a gasolina A, vendida nas refinarias, possui 73% da mistura da gasolina C, usada pelos carros, cabendo os 27% restantes ao etanol anidro.

Fonte: capitalist

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