“Cada vez mais as mulheres assumem seu ‘empoderamento’ para poder decidir o que elas querem, quanto elas querem ter, e por aí vai. Então é um conjunto, é tudo isso junto que contribui com essas mudanças que levam a essa redução do número de nascimentos”, indicou.
“Na década de 1970, o número médio de filhos que uma mulher tinha ao completar o seu ciclo reprodutivo era na faixa de seis filhos. Hoje esse número já está bem abaixo de dois”, comparou.
“Isso vai fazer com que se mudem prioridades e investimentos em políticas públicas. Os gastos com educação vão diminuindo, e mais investimentos passam a ser feitos nas áreas de saúde e previdência, em que vai se concentrar boa parte da população brasileira em um futuro não muito distante. E os gastos per capita com crianças são muito menores do que com a população idosa. Então haverá consequências importantes do ponto de vista de investimentos e políticas sociais para essas parcelas da população”, advertiu.
“As crianças de hoje já são poucas, e, conforme vão envelhecendo e se tornando adultos, se o investimento em educação não for bem feito, a quantidade de idosos lá na frente será uma carga muito grande para a população adulta com baixa produtividade”, explicou.
Brasil não se preparou para envelhecer, diz especialista
Fonte: sputniknewsbrasil






