O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse nesta terça-feira (17) que a exigência russa para que Kiev reconheça as novas realidades territoriais não permite estabelecer um processo de negociação sobre a Ucrânia.
“Os russos estão tentando promover a narrativa de que estão interessados em diplomacia, e a Ucrânia, não. Isso, claro, não é verdade”, disse Blinken, em entrevista coletiva conjunta com seu homólogo britânico, James Cleverley.
Blinken referiu-se ao presidente russo, Vladimir Putin, que, segundo ele, disse que “se a Ucrânia não reconhecer a nova realidade territorial, não há nada a se discutir”. “Por si só, isso não pode ser um ponto de partida [para negociações]”, acrescentou o secretário de Estado dos EUA.
No final de 2021, a situação na região de Donbass, no leste da Ucrânia, se agravou. Kiev e o Ocidente expressaram preocupação com o acúmulo de tropas da Rússia perto da fronteira ucraniana.
No início de 2022, após o golpe de 2014 na Ucrânia, as autodeclaradas República Popular de Donetsk (RPD) e República Popular de Lugansk (RPL) disseram que Kiev estava pronta para invadir, e pediram a Putin que reconhecesse a independência das duas repúblicas populares.
Putin assinou um decreto presidencial reconhecendo as duas repúblicas populares em 21 de fevereiro de 2022, e anunciou no dia 24 daquele mês que decidiu iniciar uma operação militar especial na Ucrânia. O Kremlin disse que o objetivo da operação era desmilitarizar a Ucrânia. Os países ocidentais impuseram imediatamente múltiplas sanções à Rússia.
Fonte: sputniknewsbrasil







