Desde que o Chery QQ saiu de linha em 2019, Renault Kwid e Fiat Mobi disputam o simbólico título de carro mais barato do Brasil. Com o programa de incentivo à indústria automotiva, os dois subcompactos ficaram R$ 10 mil mais baratos e agora partem de R$ 58.990. Autoesporte mostra como são os novos carros populares e se vale a pena comprar Renault Kwid Zen ou Fiat Mobi Like.
Em comum, o fato de os dois oferecerem motor 1.0 aspirado, lista de equipamentos enxuta e espaço igualmente limitado.
Mesmo que tenham baixado dos preços em R$ 10 mil, Kwid e Mobi não são exatamente baratos, afinal partem de quase R$ 60 mil (como já explicamos por aqui, o carro popular como conhecíamos não existe mais).
Ao menos o incentivo do governo fez com que as versões mais completas e bem acabadas baixassem dos R$ 70 mil. Agora, as opções topo de linha de Kwid e Mobi custam, respectivamente, R$ 67.990 e R$ 65.290. Confira abaixo todos os preços:
Os dois compactos oferecem motores 1.0 e câmbio manual de cinco marchas. Sob o capô, o Kwid usa o três cilindros 1.0 que produz 71 cv e 10 kgfm. Já o Mobi oferece o veterano 1.0 Fire de quatro cilindros com 74 cv e 9,4 kgfm de torque. Veja abaixo mais dados de motorizações e desempenho.
Embora a dupla seja referência em baixo consumo, o troféu de mais econômico vai para o Renault Kwid – que também o carro sem qualquer tipo de eletrificação mais econômico à venda no mercado. Dessa forma, o Renault tem médias de 10,8 km/l na cidade e 11 km/l na estrada com etanol e 15,3 km/l na cidade e 15,7 km/l na estrada com gasolina.
O Fiat é menos eficiente que o Renault, mas ainda assim apresenta médias respeitáveis: 9,8 km/l na cidade e 11 km/l na estrada com etanol e 14,2 km/l no trecho urbano e 15,5 km/l no trecho rodoviário com gasolina.
Mobi e Kwid são considerados subcompactos. Até por isso, estão entre os menores carros vendidos no Brasil. Mas mesmo com um porte parecido (e diminuto), um deles leva vantagem considerável sobre o outro.
No caso, o Kwid é só 8 cm mais comprido, mas oferece 12 cm extras no entre-eixos e porta-malas 55 litros maior. O compartimento de bagagens do Renault inclusive é maior do que o de alguns hatches compactos do mercado (confira mais abaixo todas as dimensões).
Mas se você busca um carro mais espaçoso e não deseja gastar tanto dinheiro, uma opção pode ser investir R$ 4 mil a mais e colocar na garagem um Citroën C3 Live, versão básica do hatch produzido em Porto Real (RJ) e que custa R$ 62.990.
Mobi e Kwid são parecidos também nas listas de equipamentos mais enxutas, mas nada comparado aos itens que equipavam os carros populares no passado. Mesmo nas configurações de entrada, a dupla traz ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, direção assistida, travas elétricas e computador de bordo.
O Kwid é um pouco mais completo e conta com rádio com Bluetooth, entrada USB, sistema start-stop, luzes de rodagem diurna de LED, airbags laterais, controles de estabilidade e tração, monitoramento de pressão dos pneus e assistente de partida em rampa. Outra vantagem do Renault é ter a direção elétrica em vez de hidráulica, como no Mobi.
O Renault Kwid ainda leva vantagem sobre o Mobi por oferecer custos de propriedade mais baixos do que os do concorrente.
Começando pela desvalorização, de acordo com a Mobiauto, após 12 meses, o Renault Kwid perde menos valor do que o Mobi: 3,7% contra 12,6%. A vantagem do Renault só aumenta ao considerarmos os preços das seis primeiras revisões, apólice de seguro cotada pela Minuto Seguros e cesta de peças com dez itens. Confira na tabela abaixo:
Se o orçamento for restrito a menos de R$ 60 mil, o Renault Kwid é uma opção mais racional do que o Mobi por oferecer mais espaço, equipamentos de conforto e segurança e ter custos mais amigáveis após a compra.
Porém, se for possível investir alguns milhares de reais a mais, Citroën C3, Peugeot 208, Hyundai HB20, Volkswagen Polo Track e Fiat Argo passam a ser opções melhores não só em espaço, mas também qualidade de construção e itens de segurança.
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Fonte: direitonews






