Pela 1ª vez, China mantém submarino com armamento nuclear constantemente no mar


Segundo especialistas, seis submarinos chineses da classe Jin carregando mísseis balísticos realizaram patrulhas “quase contínuas” desde a ilha de Hainan até o mar do Sul da China. Equipados com um novo míssil balístico de maior alcance, eles podem atingir os Estados Unidos continentais, de acordo com analistas.

“Mesmo que o acordo AUKUS disponibilize à Austrália posicionar seus primeiros submarinos de propulsão nuclear durante as próximas duas décadas, as constantes patrulhas chinesas com mísseis balísticos no mar aumentam a pressão sobre os recursos dos Estados Unidos e seus aliados à medida que intensificam as implantações ao estilo da Guerra Fria”, diz o artigo.

Embarcações da Marinha dos EUA, o USS Ronald Reagan e o USS Nimitz entram em formação no mar do Sul da China - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2023

Segundo a publicação, as “patrulhas de dissuasão” lhes permitem ameaçar com a realização de um contra-ataque nuclear mesmo que os mísseis e sistemas terrestres sejam destruídos. Sob a doutrina nuclear clássica, isso dissuade um adversário de lançar um ataque inicial.

“Com um alcance estimado de mais de 10.000 quilômetros e carregando múltiplas ogivas, o [míssil de terceira geração chinês] JL-3 permite que a China atinja os Estados Unidos continentais a partir das águas costeiras chinesas pela primeira vez”, cita o artigo um relatório do Pentágono.

Por sua vez, a Marinha dos EUA mantém cerca de duas dezenas de submarinos nucleares de ataque no Pacífico, inclusive em Guam e Havaí, de acordo com a Frota do Pacífico dos EUA.
No âmbito do acordo AUKUS, submarinos de propulsão nuclear dos EUA e do Reino Unido serão deslocados para a Austrália Ocidental a partir de 2027.
Da esquerda à direita, Anthony Albanese, primeiro-ministro da Austrália, Joe Biden, presidente dos EUA, e Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido, na base naval Point Loma em San Diego, Califórnia, EUA, 13 de março de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 30.03.2023

Os Estados Unidos também possuem sensores no fundo marinho das principais vias marítimas para ajudar a detectar submarinos.
Segundo o especialista britânico Timothy Wright, a rápida expansão pela China de suas forças nucleares significa que os estrategistas norte-americanos devem enfrentar pela primeira vez dois “adversários nucleares”, juntamente com a Rússia.

“Isso será motivo de preocupação para os Estados Unidos porque vai esticar as defesas dos EUA, vai manter mais alvos em risco, e eles vão precisar lidar com capacidades adicionais convencionais e nucleares“, disse ele.

O primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, à direita, durante conversações bilaterais com o presidente norte-americano Joe Biden na base naval de Point Loma em San Diego, EUA, na segunda-feira, 13 de março de 2023, como parte do AUKUS, um pacto trilateral de segurança entre a Austrália, o Reino Unido e os EUA. - Sputnik Brasil, 1920, 14.03.2023

Fonte: sputniknewsbrasil

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