Band tenta ‘cancelar’ filme indicado ao Oscar e jornalista afirma que ‘conservadorismo é o grande mal da vida das pessoas’


Em meu último artigo, falamos sobre filmes e séries que estão sendo “cancelados” pela militância esquerdista enraivecida. Hoje, falaremos novamente sobre cinema por uma razão nobre: mostrar como a mídia atua para implementar a ditadura do politicamente correto de maneira sorrateira.

Com três indicações ao Oscar, o longa “A Baleia” protagonizado por Brendan Fraser, astro de ‘A Múmia’, chegou aos cinemas brasileiros no final de fevereiro, dividindo opiniões. Na realidade, atualmente, qualquer produção cinematográfica que retrate temas caros ao movimento revolucionário, acaba sendo jogado no pacote de obras polêmicas e/ou descartáveis. Como trata a obesidade mórbida como ela é — sem romantizações —, o filme dirigido por Darren Aronofsky (Cisne Negro) não foi bem aceito por uma pequena parcela de espectadores mais frágeis.

No filme, Fraser interpreta Charlie, um homem de 270 quilos, que tenta se reaproximar da filha adolescente (Sadie Sink) após abandoná-la para ficar com um amante. Após a morte dele, o protagonista se entrega a um transtorno alimentar compulsivo em resposta ao luto, o que acaba transformando-o em obeso mórbido.

<!–

(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});
–>

<!–

if (!window.IS_SUBSCRIBER) {
let temScript = document.createElement(‘script’);
temScript.src = ‘https://widgets.outbrain.com/outbrain.js’;
temScript.async= true;
document.getElementsByTagName(‘head’)[0].append(temScript);
}
–>

Brendan Fraser se transforma para interpretar Charlie em “A Baleia”.

Quando o assunto é arte, a discussão é válida, necessária e saudável — até certo ponto —, mas o que chamou a minha atenção foi uma matéria exibida no Jornal da Band, desta quinta-feira (2), que mais parece conteúdo produzido pelo portal Brasil 247 em parceria com Quebrando o Tabu e com feat especial de George Soros.

O repórter tenta jogar a “culpa” nos espectadores, que teoricamente se sentiram ofendidos ao ver Fraser interpretando um obeso cheio de problemas de saúde, porém, em poucos segundos fica claro que a matéria irá reforçar a narrativa politicamente correta sem apresentar um contraponto.

A primeira entrevistada escolhida pela Band é uma professora de Yoga, que se descreve em seu Instagram como “militante gorda e estudante de cannabis”. Ela afirma categoricamente que achou a produção ofensiva e “gordofóbica” (termo que a esquerda usa para denominar qualquer pessoa que não trate a obesidade mórbida como algo positivo). Esperamos que apareça alguém para defender o longa e a interpretação magistral de Fraser, mas esse momento não acontece. A pauta fica apenas na crítica ao filme.

Até o fato de um ator magro interpretar um personagem obeso se tornou algo a ser debatido. Eddie Murphy, coitado, seria achincalhado em 2023 se estrelasse uma sequência do excelente “Professor Aloprado”, de 1996. O mesmo ocorreria com a atriz Gwyneth Paltrow, que deu vida à obesa Rosemary na comédia romântica “O Amor é Cego”, de 2001.

Gwyneth Paltrow interpretando Rosemary, em “O Amor é Cego”, de 2001.

Forçando a problematização, a emissora convidou a crítica de cinema e jornalista Flávia Guerra para comentar a polêmica — que eles mesmos criaram — em torno do roteiro. Em poucos segundos, Flávia analisa que a culpa de todos os males retratados no filme não é do excesso de peso ou dos problemas psicológicos do personagem, mas, pasmem, do conservadorismo.

“[O filme] Vai indo em camadas e camadas para chegar nesse ápice para a gente de que a homofobia, né? [sic] O conservadorismo é o grande mal que machuca a vida dessas pessoas, é o que traumatiza”, diz a jornalista.

Em tom de melancolia, a matéria da Band se encerra com essa declaração desastrosa da militante, perdão, da jornalista, que ignora todos os graves problemas de saúde que acompanham o excesso de peso, pinta o conservadorismo como o grande vilão da obra de Aronofsky, sem qualquer embasamento e pior, apesar de se apresentar como crítica de cinema, parece desconhecer por completo a essência da sétima arte.

Em pouco menos de 2 minutos, a matéria veiculada em TV aberta provavelmente conseguiu derreter alguns milhares de neurônios de sua audiência. Na dúvida se o tema é romântico ou não, o espectador pode conferir o site do governo brasileiro sobre os riscos que a obesidade mórbida — como o próprio nome diz — pode representar para a saúde, ou vale sempre a pena dar uma conferida em algum episódio do reality show ‘Quilos Mortais’ (TLC), enquanto o programa permanece no ar.

Atriz repudia o politicamente correto no cinema

“Não é função do cinema estimular a boa consciência. Ele existe para perturbar o espírito”.

A imposição de pautas e censura de temas não incomoda apenas os espectadores. Alguns atores da indústria cinematográfica também se recusam a aderir às pautas progressistas. A francesa Isabelle Huppert (Obssessão, Mulheres Diabólicas) está nessa lista. Em entrevista à revista Elle, a atriz de 69 anos, deixou claro que abomina o politicamente correto e defende a liberdade de expressão.

Isabelle Huppert ao lado de Chloë Grace Moretz, em Greta (Obsessão).

Não é função do cinema estimular a boa consciência. Ele existe para perturbar o espírito, fazer com que as pessoas se façam perguntas. Quero acreditar que o cinema ainda preserve uma dimensão de liberdade – mesmo que, nos tempos que correm, possamos temer estar cada vez mais presos ao politicamente correto. Não sabemos mais qual é a fronteira entre o que se deve ou não dizer. São os perigos do nosso tempo. Espero que o cinema fique impermeável a tudo isso e mantenha sua liberdade absoluta”.

Questionada se haveria algum papel que ela se recusaria a fazer, a atriz respondeu: “Em teoria, não. É lógico que é preciso considerar aquilo que um filme veicula como discurso, mas, na minha carreira, ao ler roteiros, raramente me fiz questionamentos éticos do tipo “ah, o filme vai dizer coisas que eu me recuso a pensar”. Não é nesse espaço, graças a Deus, que o cinema transita.

Viva ‘A Baleia’, ‘Professor Aloprado’, ‘O Amor é Cego’, Isabelle Huppert e tudo que nos lembre que ainda conseguimos pensar e agir sem as cordas dos ventríloquos do politicamente correto.

Fonte: gazetabrasil

Anteriores Municipalistas definem pautas da Marcha a Brasília e garantem apoio para aprovação de projetos
Próxima F1: Silverstone aumenta capacidade das arquibancadas para receber público maior