Daniel Silveira é preso em Petrópolis, um dia após fim de seu mandato


A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo descumprimento de medidas cautelares estabelecidas pelo tribunal, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de usar redes sociais.
Na decisão, Moraes afirma que Silveira agiu com “completo desrespeito e deboche” diante de decisões judiciais do STF.
O ministro também destacou que o ex-deputado danificou a tornozeleira eletrônica e continuou a atacar o STF e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “colocando em dúvida o sistema eletrônico de votação auditado por diversas organizações nacionais e internacionais”.
De acordo com o portal G1, fontes da Polícia Federal informaram que havia “muito dinheiro na casa” de Silveira no momento da detenção.
© AP Photo / Eraldo PeresDaniel Silveira (então PSL-RJ) exibe em celular montagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preso em sessão da Câmara dos Deputados

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) segura imagem no celular com uma montagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso em sessão da Câmara dos Deputados. - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2023

Daniel Silveira (então PSL-RJ) exibe em celular montagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preso em sessão da Câmara dos Deputados. Foto de arquivo
Daniel Silveira se candidatou ao Senado pelo Rio de Janeiro, em outubro, mas teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Mesmo assim, ele obteve 19,18% dos votos na disputa, ficando atrás de Romário (PL) — reeleito —, com 29,19%, e Alessandro Molon (PSB), que teve 21,20%.
Com isso, ficou sem mandato e perdeu o foro privilegiado, nesta quarta-feira (1º), quando os novos parlamentares tomaram posse.
Silveira foi preso pela primeira vez em fevereiro de 2021, após gravar um vídeo com ameaças a ministros do Supremo. Em abril de 2022, foi condenado pela Corte por estímulo a atos antidemocráticos e ataques a autoridades e instituições.
A pena de oito anos e nove meses de prisão foi perdoada pelo então presidente Jair Bolsonaro, mas as medidas complementares, como tornozeleira e multa, seguiram em vigor.

Fonte: sputniknewsbrasil

Anteriores Tembici, de aluguel de bikes, será financiada pelo BNDES para ampliar mobilidade sustentável
Próxima Morre a jornalista Glória Maria