Exchange de criptomoedas Genesis Global pede proteção contra falência


Uma das maiores corretoras de criptoativos do mundo, a Exchange de criptomoedas Genesis Global Holdco LLC, entrou com pedido de proteção contra falência na Justiça dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (20), logo após seus credores apresentarem um pedido de falência, com passivos agregados correspondentes ao montante elástico, que pode variar entre US$ 1,2 bilhão e US$ 11 bilhões.

À holding da Genesis, três pedidos de falência foram apresentados, em separado, o que levou a Genesis a emitir comunicado, afirmando que as companhias credoras teriam atuado apenas no negócio de empréstimos criptográficos. Já os negócios de derivativos e negociação à vista não teriam impedimentos para funcionar normalmente no mercado, o mesmo valendo para a Genesis Global Trading.

Somente junto aos 50 principais credores, a Genesis deveria um total avaliado em US$ 3,5 bilhões, aí incluída a Exchange cripto Gemini, de propriedade dos irmãos bilionários Winklevoss, os mesmos responsáveis pela abertura de processo contra Mark Zuckerberg, que lhes teria roubado a ‘ideia’ do Facebook.

Para a legislação dos EUA, proteção contra a falência conteria o mesmo dispositivo legal de pedido de recuperação judicial no Brasil, em sequência à iniciativa similar adotada por outras empresas cripto FTX e Celsius. No caso brasileiro, o pedido de recuperação judicial mais recente foi feito pela varejista Americanas, após esta divulgar a existência de um ‘rombo’ de R$ 20 bilhões em seu balanço.

No pedido de falência, a Genesis incluiu na lista de demandas, um empréstimo no valor de US$ 765,9 milhões a serem pagos à Gemini, sem contar outras reivindicações relevantes, como um empréstimo de US$ 78 milhões à Donut, plataforma descentralizada de alto rendimento, e junto ao fundo VanEck, correspondente a um empréstimo de US$ 53,1 milhões.

Segundo fontes, a Genesis mantém a expectativa de que, por meio de sua reestruturação, haja sobra de recursos suficientes para quitar as dívidas com credores não garantidos – em que não há certeza de acerto de pagamento, em caso de falência.

Fonte: capitalist

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