“Todo conflito, de certa forma, é uma vitrine de novas tecnologias, a gente vê isso ao longo da história. A gente não pode desconsiderar completamente a vontade [da Europa] de ver, de alguma forma, a Ucrânia reverter esse cenário. Agora, eu concordo bastante que a Europa vem, sim, utilizando a Ucrânia como um laboratório“, disse.
“Nesse sentido, [os europeus] vêm se preparando para um possível conflito futuro, seja com a Rússia ou com outro Estado. A Ucrânia acaba entrando como o bode expiatório dentro dessa situação bastante complexa que é o rearmamento da Europa”, comenta.
Ucrânia, um dreno financeiro da Europa
“A forma com que esses recursos vêm sendo repassados, o que a gente consegue pontuar é que, apesar de ganhos pontuais, não há um ganho robusto que mude a lógica do conflito e do teatro de operações. Esses recursos muito dificilmente contribuirão para que a Ucrânia consiga um ponto de virada a seu favor”, destaca.
“Um dos primeiros efeitos do conflito em si foi o preço do gás e da energia subindo absurdamente para a população europeia, e o custo de vida aumentou e o bem-estar social diminuiu. Do ponto de vista econômico, quem mais sofre nesse sentido são os países com economias menores, ou seja, [essa crise] tende a afetar de forma desigual esses Estados que compõem a União Europeia”, observa.
Bruxelas e Kiev não querem a paz
“Dentro desses moldes, enquanto há um conflito, pelo lado europeu ali tão próximo, há uma justificativa muito plausível para a manutenção dos investimentos militares e pelo lado ucraniano, de certa forma, se mantém em evidência e com isso recebe assistência econômica dos países europeus. Então, eu diria que tanto a Ucrânia quanto a Europa não têm como objetivo a paz”, conclui.

Fonte: sputniknewsbrasil








