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A produção industrial brasileira encerrou 2025 com crescimento de 0,6%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do resultado positivo, o desempenho representa uma desaceleração significativa em relação a 2024, quando o setor avançou 3,1%.
O enfraquecimento do ritmo ficou evidente no fim do ano. Em dezembro, a produção industrial recuou 1,2% na comparação com novembro, registrando a maior queda mensal desde julho de 2024. Na comparação com dezembro do ano anterior, houve alta de 0,4%. Ainda assim, a média móvel trimestral apontou retração de 0,5%, reforçando o cenário de perda de fôlego do setor.
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De acordo com o IBGE, 17 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram queda na passagem de novembro para dezembro. Os principais impactos negativos vieram dos setores de veículos automotores (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%). Os dois primeiros registraram o segundo mês consecutivo de recuo, acumulando perdas de 10,4% e 7,4%, respectivamente.
Com o resultado de 2025, a indústria brasileira acumula o terceiro ano seguido de crescimento, após alta de 0,1% em 2023 e de 3,1% em 2024. Mesmo assim, o nível de produção permanece 16,3% abaixo do recorde histórico registrado em maio de 2011, embora esteja 0,6% acima do patamar pré-pandemia, observado em fevereiro de 2020.
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Segundo André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), houve uma mudança clara de comportamento ao longo do ano. “Ao longo de 2025, verificou-se uma clara perda de ritmo, com o setor industrial passando de uma expansão de 1,2% nos seis primeiros meses para uma variação nula no segundo semestre”, afirmou. Para ele, a desaceleração está relacionada à política monetária mais restritiva, especialmente ao nível elevado da taxa de juros, que afeta investimentos das empresas e o consumo das famílias.
No acumulado do ano, o avanço de 0,6% foi sustentado principalmente pelas indústrias extrativas, que cresceram 4,9%, impulsionadas pelo petróleo, e pela indústria de produtos alimentícios, com alta de 1,5%. Em contrapartida, o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 5,3%, exercendo a maior influência negativa sobre o resultado geral. A indústria de transformação, como um todo, registrou queda de 0,2% em 2025.
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Entre as grandes categorias econômicas, os destaques positivos foram os bens de consumo duráveis, que avançaram 2,5%, e os bens intermediários, com alta de 1,5%. Já os bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e os bens de capital (-1,5%) encerraram o ano em queda.
A retração de dezembro teve caráter disseminado, atingindo todas as grandes categorias econômicas. Bens de capital (-8,3%) e bens de consumo duráveis (-4,4%) registraram as quedas mais intensas, enquanto bens intermediários (-1,1%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,7%) também apresentaram recuo. Segundo o IBGE, paralisações e férias coletivas no fim do ano contribuíram para o desempenho negativo de diversos segmentos.
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Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Brasil), que acompanha o comportamento da produção das indústrias extrativa e de transformação. Desde 2023, a pesquisa passou por reformulação metodológica, com atualização da amostra, da estrutura de ponderação e do ano-base, além da incorporação de novas unidades da federação, com o objetivo de refletir mudanças recentes da economia brasileira.
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Fonte: gazetabrasil






