“O Brasil precisa avançar no campo da economia do mar. Essa decisão [de afundamento] é um equívoco enorme. Foi uma decisão que foi tomada pela Marinha no governo anterior, que, diga-se de passagem, era um governo que era antipolítica ambiental”, diz o ambientalista.
Marinha cometeu algum crime ambiental ao optar pelo afundamento?
“Diversas estruturas do porta-aviões são constituídas por amianto, um produto nocivo atualmente proibido no Brasil, haja visto seu impacto negativo na saúde e no meio ambiente. Além disso, não se pode desconsiderar o impacto na biodiversidade marinha do local em que o navio foi submerso”, diz o especialista.
Um grande descaso por parte de um governo que busca liderança na pauta ambiental
“Não se configura crime pois obteve licenças para o procedimento. Nem tragédia pois, se comparado com a dimensão do oceano Atlântico, é pouco significativo. Contudo, o exemplo das nossas autoridades é muito ruim pois indica que no caso de uma insolvência a gente entrega para o ambiente oceânico [— e ele] que se vire.”
“Um governo que reclamou tanto dos maus exemplos do anterior poderia demonstrar a sua sinceridade impedindo essa solução relaxada e se esforçar para dar outro destino para a embarcação. Um país que concebe navios abandonados na sua baía de maior notoriedade internacional [a baía de Guanabara] demonstra que não tem uma gestão costeira sob domínio e controle.”
Fonte: sputniknewsbrasil






