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Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram os momentos iniciais do incêndio que devastou o bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana. As imagens, gravadas pelo estudante de economia francês Ferdinand Du Beaudiez, de 19 anos, mostram jovens filmando as chamas no teto com seus celulares, sem perceber que perdiam segundos cruciais para salvar suas vidas. Outro vídeo também registra a fuga desesperada das pessoas do local.
As autoridades suíças confirmaram hoje que o número de mortos chegou a 40, enquanto autoridades italianas relatam até 47 vítimas fatais. Além disso, 119 pessoas ficaram feridas — a maioria jovens entre 10 e 20 anos, muitos com queimaduras graves de terceiro grau.
O vídeo revela que o incêndio começou de forma festiva: uma garçonete dançava agitando um sinalizador aceso (sparkler) logo abaixo de painéis de espuma acústica no teto. Em segundos, o material altamente inflamável pegou fogo.
Enquanto as chamas se espalhavam, o público continuava cantando e dançando. Muitos levantaram seus telefones para registrar o “espetáculo”, ignorando o perigo. Pouco depois, o local foi tomado por uma bola de fogo mortal, transformando a celebração em uma corrida desesperada pela sobrevivência.
Ferdinand Du Beaudiez, que gravou parte da cena, conseguiu escapar, mas tomou a decisão extraordinária de voltar ao subsolo em chamas duas vezes, com o objetivo de localizar sua namorada e seu irmão em meio ao caos e à fumaça densa.
O estudante descreveu cenas de pesadelo ao tentar retirar corpos do bar:
“Encontrei uma pessoa gravemente queimada nas escadas e nem conseguia dizer se era homem ou mulher. As roupas estavam queimadas, eu só conseguia distinguir os dentes. Tentei agarrar essa pessoa, que estava muito pesada, mas não havia tensão no braço dela. Eu apenas a deslizei pelo chão até que a polícia e os bombeiros assumissem o socorro.”
A procuradora-geral do Cantão de Valais, Beatrice Pilloud, confirmou em entrevista coletiva que a principal causa do incêndio foi o uso de sinalizadores em garrafas de champanhe.
A identificação das vítimas tem sido um desafio hercúleo para os peritos. Embora quase todos os feridos tenham sido formalmente identificados, a gravidade das queimaduras tornou muitos sobreviventes e vítimas irreconhecíveis.
“A festa havia começado de forma tão alegre”, lamentou Ferdinand, que agora aguarda notícias sobre o estado de saúde de seus entes queridos.
Fonte: gazetabrasil






