Trump confirma que África do Sul não será convidada para o G20; país diz que decisão é lamentável


“A África do Sul recusou-se a entregar a presidência do G20 a um representante sênior da nossa Embaixada dos EUA, que participou na cerimônia de encerramento. Portanto, por minha ordem, a África do Sul não receberá um convite para o G20 de 2026, que se realizará na grande cidade de Miami, na Florida, no próximo ano”, declarou o presidente norte-americano.
Trump afirmou ainda que o país sul-africano não é digno de ser membro de lado nenhum e disse que os EUA “cessarão todos os pagamentos e subsídios ao país, com efeitos imediatos”.
Já o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, lamentou a decisão unilateral. Em nota, o líder acrescentou que vê com tristeza o fato de que, apesar dos esforços e das inúmeras tentativas de normalizar as relações com os EUA, Trump continua a adotar “medidas punitivas” contra a África do Sul baseadas em desinformação.
Antes da declaração de Trump, a CNN divulgou que excluir a África do Sul das reuniões das maiores economias do mundo seria um passo sem precedentes e, na prática, o primeiro caso em mais de duas décadas de história do G20 em que um país é totalmente afastado da participação.
A reportagem lembrou que os EUA boicotaram a cúpula do G20 na África do Sul — que aconteceu no último fim de semana — em meio a acusações, que a CNN ressalta não terem sido comprovadas, contra as autoridades sul-africanas de “genocídio de brancos”.
Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, faz declaração da 15ª Cúpula do BRICS em Joanesburgo, África do Sul, 24 de agosto de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 08.11.2025

A CNN ainda informou que, no lugar da África do Sul, Washington pretende convidar a Polônia para participar da cúpula em nível elevado, já que o governo do país mantém relações próximas com Trump e busca a adesão ao grupo.
Ainda conforme a publicação, após se encontrar com Trump em setembro, o líder polonês Karol Nawrocki afirmou ter recebido convite para a reunião, que ocorrerá em dezembro de 2026 no resort Doral, na Flórida, pertencente ao presidente dos EUA.

Acusação de ‘genocídio branco’

Trump tem criticado repetidamente a África do Sul por discriminação contra a população branca do país. Em maio, durante conversa com Ramaphosa na Casa Branca, o presidente norte-americano apresentou ao líder vídeos que, segundo ele, comprovariam violência contra fazendeiros brancos no país, chamando o que estaria ocorrendo de genocídio.
Ramaphosa ignorou a maior parte das gravações e rejeitou as alegações de praticar uma política estatal voltada à violação dos direitos de fazendeiros brancos. Posteriormente, o próprio Ramaphosa avaliou positivamente o encontro.
Já Trump afirmou que os EUA concederiam a fazendeiros que desejassem deixar o país por motivos de segurança um “caminho acelerado para a cidadania”. O Ministério das Relações Exteriores da África do Sul criticou os planos de Washington de transferir sul-africanos brancos para os Estados Unidos.
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Fonte: sputniknewsbrasil

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