Toyota confirma: todos os seus carros terão versão híbrida flex no Brasil


A Toyota confirmou que terá pelo menos uma versão híbrida flexpara todos os carros de passeio vendidos no Brasil a partir de 2026. Já havíamos noticiado a mudança no planejamento em 2024. A informação foi ratificada pelo presidente da montadora no país, Evandro Maggio, em entrevista exclusiva à Autoesporte.

A estratégia, já adotada com os modelos Corolla e Corolla Cross, foi replicada no recém-apresentado Yaris Cross. E, a partir de 2026, todos os carros lançados pela marca no país, mesmo importados, terão motorização híbrida flex.

A estratégia faz sentido quando observamos que a Toyota desenvolve um conjunto híbrido plug-in movida a etanol ou gasolina. Este poderá ser aplicado tanto a modelos nacionais, como a nova picape derivada do Corolla, quanto importados, como a nova geração do RAV4.

Quando questionado sobre veículos comerciais leves, como a Hilux, o executivo desconversou. Atualmente, o portfólio de carros de passeio da Toyota é composto por Corolla, Yaris Cross, Corolla Cross, RAV4 e SW4. Destes, apenas o último não tem versão híbrida.

No Yaris Cross, a variante híbrida plena flex (HEV) combina o 1.5 aspirado flex de injeção indireta, com 91 cv a 5.500 rpm e 14,5 kgfm a 4.800 rpm, que trabalha em ciclo Atkinson, a um elétrico de 80 cv e 14,5 kgfm, resultando em 111 cv de potência combinada.

Os propulsores, inclusive, terão produção concentrada em Porto Feliz (SP). A fábrica foi acometida por microexplosão atmosférica em setembro passado, o que prejudicou de certo modo os planos da Toyota, que teve de adiar outra vez o lançamento do Yaris Cross.

Já Corolla e Corolla Cross usam um conjunto 1.8 híbrido pleno de até 122 cv combinados, importado do Japão. Por fim, a motorização híbrida plug-in terá como base o motor 2.0 Dynamic Force e recarga externa, mas seus dados técnicos ainda são desconhecidos. Esta também deve ser importada.

Mas e quanto aos comerciais leves? Este é um pedaço de chão muito bem cultivado pela Toyota, que já emplacou 41.608 unidades até outubro dentro do segmento. Muito graças à campeã de vendas na seara de picapes médias, a Hilux, com seus 41.359 licenciamentos. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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Maggio, contudo, focou nos carros de passeio e deixou a caminhonete, por ora, de lado. No entanto, antecipamos que a Hilux terá configuração híbrida no Brasil. Importada de Zárate (Argentina), virá com conjunto híbrido leve (MHEV) de 48 Volts que une o atual motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros com 204 cv de potência a um motor elétrico de 16 cv, além de baterias de íons de lítio com 0,2 kWh de capacidade. Nesta configuração, a média poderá rebocar até 3.500 kg.

Com a fala do executivo, é possível acreditar que tanto a Hilux quanto a nova geração do SW4 (que, por ser um SUV, é classificado como automóvel) podem receber uma configuração híbrida plug-in flex, algo que vem sendo cogitado para seus respectivos projetos.

Além disso, a Toyota irá lançar em 2026, caso os planos permaneçam inalterados, uma inédita picape intermediária monobloco, o projeto 150D. Esta irá aproveitar a matriz TNGA-C e estreará a motorização 2.0 híbrida flex plug-in (PHEV), com recarga externa. A SW4 provavelmente se aproveitará do mesmo conjunto.

A picape intermediária, inclusive, já tem peças sendo desenvolvidas no Brasil. O modelo chega ao nosso mercado para rivalizar com Fiat Toro, Ram Rampage, Ford Maverick e a vindoura Renault Niagara, que já teve protótipo apresentado no Salão do Automóvel e também começa a ser vendida, em sua versão final, a partir de 2026.

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Fonte: direitonews

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