Antes de mais nada, acho justo me apresentar, já que você, caro leitor, não faz a menor ideia de quem eu seja. Sou Demetrios Cardozo e trabalho na Autoesporte desde 2021, mas não na redação. Faço parte do departamento de arte, atuando como diagramador e editor de vídeos. Portanto, não espere aqui um texto aprofundado sobre as tecnicidades do Volkswagen Virtus.
Este teste faz parte do especial “Os Reis da Autonomia” publicado na edição 718 da Autoesporte. Clique aqui para conferir as outras avaliações.
Para isso, deixo aqui um conteúdo completo no canal da Autoesporte no YouTube, onde destrinchamos toda a parte técnica do sedã compacto. Ah, este vídeo foi editado por mim, então peço seu like e inscrição! Agora sim, vamos lá:
Para nosso especial, fiquei com a missão de usar o carro flex a combustão — no caso, o Virtus Comfortline. Para mim foi excelente, já que viajaria para passar o ano-novo no litoral sul de São Paulo, no aprazível município de Itanhaém. Como levaria bastante coisa, o porta-malas de 521 litros do sedã da Volkswagen veio muito a calhar.
No dia escolhido para descer a serra, fui buscar minha namorada, Marina, a cachorra dela, Malu, e então encher o carro com malas, cadeiras de praia, coolers, compras… torcendo para que tudo coubesse. Sem qualquer sufoco, acomodamos tudo no compartimento e partimos rumo à praia.
Na estrada, achei bastante satisfatória a maneira como o carro se comportou, principalmente na subida da serra. O Virtus se mostrou estável, silencioso e confortável. Depois de me entender com o famoso delay do pedal acelerador, tão comentado pelos colegas da redação, as ultrapassagens e retomadas passaram a acontecer de forma mais natural. O motor é o 1.0 TSI de 128 cv e 20,4 kgfm de torque, mais do que suficientes para levar os 1.213 kg do carro, a gente e nossas coisas.
Já em Itanhaém, o Virtus também entrou em clima de recesso. Ficou estacionado praticamente o período todo e só saiu para “ver o mar” no dia em que o levei para fazer as fotos que você vê aqui. É nesse momento que entra algo sobre o qual posso falar com um pouco mais de propriedade: o design. Acho o Virtus o sedã compacto mais bonito da categoria. Faróis, lanternas e as linhas retas da carroceria passam uma sensação de carro esportivo e atual. Em um exercício de futurologia, arrisco dizer que o desenho do Virtus vai envelhecer muito bem.
Por acompanhar gravações de vídeos e sessões de fotos, acabo dirigindo muitos dos carros que passam pela redação. Algo que acontece com certa frequência é a dificuldade de parear o celular via Apple CarPlay. Para minha alegria, no Virtus o processo foi simples, e sempre que eu saía e voltava, o pareamento acontecia rapidamente.
Falando em multimídia, o VW Play de 10,1 polegadas é excelente. Não trava e é simples de usar. Na verdade, a ergonomia, de modo geral, é boa, do ar-condicionado às configurações do painel digital de 8”. As peças se encaixam bem e o material dos bancos é muito bom. É verdade que, como em todo Volkswagen, há bastante plástico, mas qual rival do segmento não é assim? Entendo as críticas ao acabamento da marca, ainda mais depois que as fabricantes chinesas passaram a oferecer materiais melhores em carros até mais baratos. Vale lembrar que essa versão do Virtus não sai por menos de R$ 150.890.
Passada a virada do ano e no caminho de volta para a capital, pude rodar mais com o carro na cidade e com passageiros no banco traseiro. Ouvi elogios sobre o espaço e o conforto. Minha mãe, inclusive, brincou que se sentia em um carro de executivo. Respondi que “Executive” era nome de versão de outro carro. Ela riu, provavelmente sem entender nada.
No total, rodei 530 km com quase um tanque de gasolina. Ao abastecer, foram 46,9 litros, com autonomia restante de cerca de 75 km. Logo, o consumo ficou em 11,3 km/l e o alcance total projetado foi de 605 km, inferior aos 632 km de acordo com as marcas do Inmetro, na mesma condição de rodagem que fiz. Ou seja, quase dois terços na cidade e o terço restante em estradas.
Encerrado o recesso e meu tempo com o Virtus, posso afirmar que o carro foi muito útil e atendeu às minhas necessidades. Foram 19 dias com ele, e me senti seguro e confortável, ainda que o consumo tenha ficado abaixo do esperado. Se eu teria o Virtus? Para meu perfil, talvez o Polo faça mais sentido. Mas se você precisa de espaço, tem família grande e animais, o sedã é uma opção interessante em meio à infinidade de SUVs por aí.
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Fonte: direitonews





