Defensivos
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Custo para recuperar área de pastagem degradada ultrapassa R$ 115 bilhões
Com o objetivo de discutir a importância e a disseminação das sementes forrageiras em terras brasileiras, já que elas estão diretamente ligadas à sustentabilidade ambiental, aconteceu o V Simpósio Brasileiro de Sementes de Espécies Forrageiras paralelo ao XXII Congresso Brasileiro de Sementes. Estiveram no simpósio representantes do governo, da iniciativa privada, da pesquisa e produtores para debater o assunto.
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Previsão de La Niña: Atrasos e impactos
A previsão indica uma probabilidade de 71% para o desenvolvimento da La Niña entre setembro e novembro de 2024. Meteorologistas da NOAA esperam que, apesar de fraca, a La Niña persista durante o inverno no Hemisfério Norte. As previsões são baseadas em modelos climáticos, como o North American Multi-Model Ensemble (NMME), que desde o final de 2023 apontavam para esse fenômeno, mas a previsão foi adiada devido a variáveis climáticas que afetam a precisão das previsões iniciais.
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Feijão e arroz têm alta no consumo interno
Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de arroz no ano-safra atual está em recuperação, impulsionada principalmente pelo aumento na área plantada. Com isso, a estimativa de consumo interno para o grão foi elevada em 6,5%, alcançando cerca de 11 milhões de toneladas. Esse crescimento reflete não só o incremento na safra, mas também a adoção de políticas públicas que incentivam o consumo do produto ao longo de 2024, como o aumento do auxílio médio e do número de beneficiários do Programa Bolsa Família.
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Mudanças climáticas agravam insegurança alimentar
A relação direta entre a fome e as mudanças climáticas foi debatida por pesquisadores que se reuniram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nesta semana, no 6º Encontro Nacional de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, que termina nesta sexta-feira (13). Coordenadora do evento e professora do Instituto de Nutrição Josué de Castro, da UERJ, Rosana Salles da Costa explica que a insegurança hídrica, por exemplo, pode ser uma consequência das mudanças climáticas que também reduz o acesso à alimentação saudável.
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Queimadas no Brasil dobram em 2024
Em agosto de 2024, o Brasil teve 5,65 milhões de hectares queimados, quase metade do total desde janeiro. Esse mês foi o pior da série histórica do Monitor do Fogo. As pastagens foram responsáveis por 24% das queimadas. São Paulo registrou 86% da área queimada no estado no mês, principalmente em áreas de cultivo de cana. O Cerrado foi o bioma mais afetado, com 2,4 milhões de hectares queimados, ou 43% do total nacional.
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Rússia ataca navio ucraniano no Mar Negro
Em 12 de setembro, a Rússia lançou um míssil que atingiu um navio civil ucraniano no Mar Negro, o qual estava a caminho do Egito com uma carga de trigo. O ataque ocorreu fora das águas territoriais ucranianas, em águas romenas próximas à foz do Rio Danúbio. O presidente Volodymyr Zelenskiy informou que, felizmente, não houve vítimas no incidente, mas ressaltou a gravidade da situação.
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Brasil destaca algodão na Índia
O Brasil inicia sua participação nos eventos internacionais de 2024/25 com o seminário Cotton Brazil Outlook, marcado para esta sexta-feira (13) em Nova Déli, Índia. O evento, realizado no hotel The LaLit New Delhi, é o primeiro presencial no país promovido pelo Cotton Brazil, uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Destinado a empresários, investidores e líderes governamentais da indústria têxtil indiana, o seminário visa promover o algodão brasileiro globalmente.
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Trigo segue em ritmo lento
De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Rio Grande do Sul segue em ritmo lento, especialmente em relação aos saldos remanescentes da safra anterior. Os moinhos mantêm estoques elevados, reflexo da baixa demanda e da redução das moagens durante o mês de agosto, o que resultou em volumes mais confortáveis de estoque para o mês de setembro. Além disso, a oferta de trigo da nova safra ainda não é suficiente para impulsionar as negociações.
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Milho lento no Sul
No mercado de milho do estado do Rio Grande do Sul o mercado ainda está lento, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado lento. Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 63,00; Não-Me-Toque a R$ 64,00; Marau e Gaurama R$ 64,50; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 66,00 e Montenegro a R$ 67,00. Vendedores a partir de R$ 63,00 no FOB interior. Não ouvimos negócios nesta quinta-feira”, comenta.
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Milho sobe na B3: Relatório impacta
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em alta, acompanhando o tom dos mercados internacionais, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou um relatório que elevou em 1 milhão de toneladas a estimativa da produção americana de milho, surpreendendo o mercado e pressionando os preços. No entanto, a produção mundial foi revisada para baixo, o que garantiu o equilíbrio e alta de cotações na Bolsa de Chicago, que fechou setembro/24 cotado a US$ 3,86 (+5,75 de alta)”, comenta.