“A tendência desse envelhecimento populacional na Europa já é consolidada. […] Existem alguns países que ainda tentam mitigar esse fenômeno, com algumas ações, algumas políticas”, afirma.
“Seguindo nesse mesmo ritmo, isso impacta economicamente a China que a gente conhece, que durante décadas crescia mais de dois dígitos o PIB [produto interno bruto] ao ano”, afirma.
“Existem estados [nos EUA] em que o espanhol, por exemplo, é amplamente falado, já foi totalmente absorvido pelo Estado. Acaba tendo uma implicação política e social, porque você tem um aumento dessa influência do voto latino […], e também uma discussão sobre o acesso aos serviços públicos. Obviamente, quando você recebe imigrantes, você tem que garantir para esse imigrante acesso à saúde, educação, e isso onera o Estado.”
“Era uma solução europeia para uma demografia europeia baseada no trabalhador industrial, no operário, com alto grau de formalização, que não terminou de encaixar muito bem nas realidades latino-americanas, por exemplo, [com] países com muita informalidade laboral.”
“Os impactos que têm essa frustração geracional — que não alcança a vislumbrar possibilidades que outras gerações têm, como maior emprego formal ou maior estabilidade no emprego — são ainda incertos para os analistas, e se relacionam muito com o crescimento dos discursos de direita entre os jovens, como está se passando na própria Argentina, onde a extrema-direita tem muito sucesso entre essa população jovem.”
Fonte: sputniknewsbrasil