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Uma suposta interação na rede social voltada a contatos profissionais, o LinkedIn, foi o estopim para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinasse a prisão preventiva do ex-assessor presidencial Filipe Martins nesta sexta-feira (2).
A decisão foi motivada por um e-mail enviado ao gabinete do ministro no fim de dezembro pelo coronel aviador da reserva da Aeronáutica, Ricardo Wagner Roquetti. No comunicado, o militar relatou que seu perfil na plataforma foi visualizado por uma conta atribuída a Martins. À época, o ex-assessor cumpria prisão domiciliar e estava expressamente proibido de acessar redes sociais, conforme determinação judicial.
Ricardo Wagner Roquetti
O “rastro” digital
De acordo com o relato do coronel Roquetti, não existe vínculo pessoal ou profissional entre ele e o ex-assessor que justificasse o acesso. Embora o militar tenha ponderado que não poderia garantir se o acesso foi feito pelo próprio Martins ou por terceiros, ele destacou que o sistema de notificações do LinkedIn identificou nominalmente o visitante como o perfil oficial de Filipe Martins.
A defesa do ex-assessor foi acionada por Moraes para prestar esclarecimentos, mas o magistrado entendeu que o episódio demonstrou um “total desrespeito às medidas cautelares e ao ordenamento jurídico”.
Prisão no Paraná e quebra de sigilo
Filipe Martins foi detido pela Polícia Federal em Ponta Grossa (PR) e encaminhado ao sistema prisional local. Ele é um dos condenados no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado e a elaboração da chamada “minuta do golpe”. Como o processo ainda possui recursos pendentes, ele não cumpre pena definitiva, o que tornava a observância das cautelares (como o uso de redes sociais) fundamental para sua liberdade provisória.
Um detalhe que gerou repercussão foi a exposição do denunciante. No e-mail enviado ao STF, o coronel Roquetti solicitou que sua identidade fosse mantida sob sigilo. No entanto, o pedido não foi atendido: o conteúdo da mensagem e o nome do militar foram anexados ao despacho de Alexandre de Moraes, tornando-se públicos.
Fonte: gazetabrasil






