Radar inteligente caça motorista sem cinto e dispara multa


Da Redação

A Bronca Popular

O cinto de segurança é um dos equipamentos mais eficazes na preservação de vidas no trânsito. Mesmo assim, ainda há resistência ao seu uso, sobretudo no banco traseiro, o que levanta uma dúvida frequente entre motoristas e passageiros: o radar consegue multar quem não usa cinto de segurança?

A resposta exige atenção. Radares de velocidade, por si só, não identificam a falta do cinto. Esses equipamentos são programados para flagrar infrações como excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho ou parada sobre a faixa de pedestres. No entanto, a fiscalização evoluiu.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é claro: o artigo 65 torna obrigatório o uso do cinto por condutor e passageiros em todas as vias do país. Já o artigo 167 classifica a infração como grave, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. A responsabilidade é sempre do motorista, que deve garantir que todos os ocupantes estejam usando o cinto corretamente.

Embora o radar tradicional não faça esse tipo de autuação, câmeras de videomonitoramento com inteligência artificial, muitas vezes associadas aos sistemas de fiscalização, já conseguem identificar a falta do cinto, o uso de celular ao volante e o transporte irregular de crianças. A Resolução 909/2022 do Contran autoriza esse tipo de fiscalização, desde que haja imagem clara e inequívoca da infração.

Ou seja: é possível, sim, ser multado por falta de cinto, desde que a infração seja registrada por câmeras de monitoramento, e não apenas pelo radar isolado.

A fiscalização é necessária porque o problema persiste. Pesquisas indicam que muitos passageiros dispensam o cinto em trajetos curtos, especialmente no banco traseiro, e que o risco de morte em um acidente pode aumentar em até 50% sem o equipamento. Além disso, o ocupante sem cinto coloca em risco todos os demais dentro do veículo.

Mais do que evitar multa, usar o cinto é um ato de responsabilidade e proteção coletiva. Em um sinistro, ele pode ser a diferença entre sobreviver ou não.

Fonte: Mariana Czerwonka / Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade

Fonte: abroncapopular

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