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A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera um estudo que pode transformar o tratamento de lesões na medula espinhal. Em uma entrevista que viralizou nas redes sociais, ela explicou como a polilaminina, proteína recriada em laboratório, atua diretamente na área lesionada para estimular a regeneração neuronal.
No vídeo, Tatiana chamou atenção ao mostrar uma característica curiosa da laminina, proteína essencial para a organização das células: ela possui formato de cruz. A pesquisadora detalhou como a estrutura tridimensional da laminina sustenta e une células, funcionando como um “andaime biológico” dentro do tecido nervoso. Ela destacou que essa configuração em cruz é natural e crucial para o desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso, especialmente na orientação do crescimento e da conexão entre neurônios.
A polilaminina é uma versão recriada em laboratório da laminina, presente na matriz extracelular, que auxilia os neurônios a se conectarem durante o desenvolvimento embrionário. A estrutura em cruz da molécula permite que ela organize o crescimento das células nervosas de forma mais eficiente, criando um ambiente favorável à regeneração.
(Reprodução)
A pesquisa, autorizada pela Anvisa, está na fase 1, com cinco pacientes recebendo a substância. Estudos anteriores em animais mostraram que a aplicação da proteína é segura e capaz de gerar melhorias motoras significativas. Tatiana ressalta, porém, que a polilaminina não é uma cura isolada, mas uma ferramenta que, combinada a outros tratamentos, pode restaurar parte da comunicação entre neurônios.
Professora é responsável por pesquisa sobre medicamento que pode reverter lesão na medula e devolver movimentos
Em estudos experimentais, a polilaminina apresentou resultados promissores: ao ser aplicada em medulas lesionadas, atua como um substrato permissivo, estimulando o crescimento dos prolongamentos dos neurônios (axônios), mesmo em ambientes hostis, como cicatrizes formadas após traumas. Pesquisas com animais indicaram que a aplicação da proteína é segura e associada à melhora progressiva da marcha, sem efeitos adversos graves.
Além de seu impacto biológico, o formato em cruz da polilaminina despertou curiosidade do público nas redes sociais. Pesquisadores enfatizam que essa forma não tem significado simbólico, mas reflete sua função estrutural e organizacional, ajudando a manter a arquitetura celular e o funcionamento correto dos tecidos.
Segundo os cientistas, embora a polilaminina não seja uma cura isolada, ela faz parte de uma estratégia integrada de regeneração, que pode incluir fatores de crescimento e técnicas cirúrgicas. O objetivo é restaurar parcialmente a comunicação entre neurônios danificados, abrindo novas possibilidades para pacientes com lesões medulares graves.
Fonte: gazetabrasil

