Para Gilmar Mendes, tentativa de golpe que será julgada no STF é mais grave que mensalão e Lava Jato


Para Mendes, o inquérito sobre a tentativa de golpe é mais grave que outros casos de grande repercussão julgados pelo STF, como o mensalão, que ameaçou derrubar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005, e a Lava Jato. Além disso, o ministro considerou que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, foi realizada dentro do que prevê a legislação atual e não há motivo para ser anulada.
“O fato em si também é muito diferente de tudo o mais. No mensalão se falava: está se corrompendo a democracia, a compra de votos. Aqui é uma coisa muito mais grave, quando se fala de matar o presidente da república, matar o vice-presidente, matar o ministro do Supremo, prender outros, fazer uma intervenção, sabe, é algo se formos buscar uma comparação, por exemplo, com o Mensalão, nós vamos dizer, poxa, é algo, ainda que tivesse a ver com democracia e a liberdade de voto, mas é algo totalmente diverso. A gravidade, portanto, dos fatos narrados é qualquer coisa de especial, e que se tem avançado tanto”, destacou o ministro ao G1.
A Primeira Turma do STF, que é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, vai decidir se dará prosseguimento ou não à denúncia. “Do que eu vejo nesse momento, até onde a vista alcança, esses fatos precisam ser examinados agora nessa fase, é um relatório da Polícia Federal muito sólido. Acho que todo mundo que leu vê uma concatenação, uma farta de documentação se você olhar os filmes, as reuniões, as pessoas treinando, então, impressiona, acho que é o que tornou a denúncia bastante concatenada”, acrescenta Mendes.
Também nesta terça, a defesa do ex-presidente solicitou que Dino e Zanin sejam impedidos de julgar o caso, já que os dois ministros moveram ações contra Bolsonaro na Justiça. Com isso, o advogado Celso Vilardi pediu que o plenário do Supremo julgue o pedido de suspeição.

Tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022

No início da última semana, a PGR denunciou Bolsonaro e outras 33 pessoas por tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022. No pedido, o órgão pede que Bolsonaro seja condenado a 34 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio, além de liderança de organização criminosa armada e deterioração de patrimônio público.
Entre o grupo também foram denunciados o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres; o deputado federal Alexandre Ramagem (PL); o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno; o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto; e o ex-comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira.
A denúncia tem como base o indiciamento apresentado pela Polícia Federal (PF) em novembro do ano passado. O robusto relatório da PF encaminhado à PGR trouxe também um plano escrito à mão encontrado no gabinete do Partido Liberal para impedir a posse de Lula. O documento foi encontrado em fevereiro de 2024 com o coronel Flávio Botelho Peregrino, assessor do general Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente pelo partido.
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Fonte: sputniknewsbrasil

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