Segundo Shoigu, no Afeganistão operam em conjunto cerca de 20 organizações terroristas internacionais, com mais de 23 mil militantes juntas, que representam uma grave ameaça regional e global. A situação ainda se agravou com a migração de combatentes de outras regiões.
“Há razões para crer que serviços de inteligência de vários Estados ocidentais também fazem parte dessas ações, elaborando planos para desestabilizar a região e criar focos crônicos de instabilidade em torno das fronteiras da Rússia, da China e do Irã por meio de grupos extremistas hostis aos talibãs”, afirmou o alto funcionário.
Shoigu acrescentou que “o Afeganistão ainda tem um grande e complexo trabalho para estabilizar a situação” e que “a Rússia está solicitando assistência aos talibãs nesse âmbito, através do desenvolvimento de uma cooperação antiterrorista e antidrogas com Cabul […]”.
O Talibã reassumiu o controle do Afeganistão em agosto de 2021, quando as tropas dos Estados Unidos deixaram o país após 20 anos de ocupação, em uma operação de retirada considerada atrapalhada e mal-executada.
Desde então, o grupo tenta alcançar legitimidade perante a comunidade internacional, em busca de consolidação do governo e de distanciamento do extremismo de outrora.
No início de julho, a chancelaria russa, através do embaixador russo em Cabul, Dmitry Zhirnov, confirmou o reconhecimento diplomático do governo do Talibã, sendo o primeiro país a fazê-lo.
“Essa corajosa decisão servirá de exemplo para outros”, disse o chanceler do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, na época, em um vídeo com Zhirnov.
Fonte: sputniknewsbrasil