“O mais provável é que o fluxo no núcleo externo [composto por metal derretido, principalmente ferro e níquel] esteja agitando um pouco as partes mais externas do núcleo interno mudando a topografia“, disse John Vidale, líder do estudo e sismólogo da Universidade Dornsife do Sul da Califórnia. Os resultados da descoberta foram publicados na revista Nature Geoscience.
Sabe-se que o núcleo interno gira a uma velocidade diferente do resto do planeta. Alguns estudos mostram que há algumas décadas o núcleo girava ligeiramente mais rápido, mas agora é mais lento, escreve Live Science.
“O mais provável é que o fluxo no núcleo externo esteja agitando um pouco a parte mais externa do núcleo interno e mudando a topografia”, disse John Vidale.
Uma vez que o acesso direto ao núcleo é impossível, os cientistas analisam sua estrutura e movimento em ondas sísmicas que passam pela Terra.
Para medir o núcleo, cientistas usaram pares de terremotos que se originaram no mesmo local nas Ilhas Sandwich do Sul, no oceano Atlântico Sul, e que geraram ondas que viajaram através do núcleo antes de serem captadas por receptores na América do Sul e do Norte.
Usando 168 pares destes terremotos, os pesquisadores viram pouca mudança nas ondas que passaram pelo mesmo ponto do núcleo em momentos diferentes quando essas ondas viajaram para o interior do núcleo. Entretanto, eles detectaram mudanças nos mesmos pontos em ondas que apenas tocaram a superfície do núcleo, mostrando sua camada mais externa.
Fonte: sputniknewsbrasil