Em nota publicada pelo Planalto, o governo confirmou que Alexandre Padilha deixa a Secretaria de Relações Institucionais para assumir a pasta, cuja posse vai ocorrer no dia 6 de março, já na próxima semana. “O presidente agradeceu à ministra pelo trabalho e dedicação à frente do ministério”, acrescentou a publicação.
Conforme fontes palacianas indicaram à Sputnik Brasil, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), líder do partido na Câmara Federal, é cotado para assumir o cargo de Padilha na secretaria.
Mais cedo, a ministra Nísia Trindade participou, ao lado do presidente Lula, de um evento que anunciou um acordo do governo federal com o Instituto Butantan para a produção de 60 milhões de doses anuais da vacina contra a dengue. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, e, já em clima de despedida, Nísia foi aplaudida de pé pelos convidados.
Com perfil técnico, Nísia presidia a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e assumiu a pasta no início do governo Lula, em janeiro de 2023. Porém a gestão à frente da pasta foi alvo de diversas críticas, tanto do governo quanto do Congresso Nacional.
A mudança ocorre em meio a divulgações de pesquisas de opinião que mostraram a queda da popularidade da gestão petista. Uma das medidas para reverter o quadro é a reforma ministerial, para pressionar por mais entregas de pastas, como é o caso da Saúde. Além disso, o governo pretende abrir espaço para novas indicações de partidos aliados, já de olho em apoios para a campanha à reeleição no próximo ano.
No início do ano, Lula oficializou a troca na Secretaria de Comunicação Social (Secom) com a entrada de Sidônio Palmeira, publicitário responsável pela campanha presidencial do PT em 2022. O principal objetivo era potencializar em 90 dias a comunicação do governo, abalada nos últimos meses, principalmente após o episódio de divulgações em massa de notícias falsas sobre uma possível taxação do Pix.
Padilha chefiou a pasta da Saúde no governo Dilma
Médico infectologista pela Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Padilha foi reeleito deputado federal em São Paulo pelo PT nas últimas eleições. Entre 2009 e 2010, chefiou a pasta das Relações Institucionais, no segundo mandato do presidente Lula.
Já no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, Alexandre Padilha esteve à frente do Ministério da Saúde. Na época, foi responsável pela implementação do programa Mais Médicos, cujo objetivo era acabar com a falta de profissionais em unidades de saúde localizadas no interior do Brasil e nas periferias das grandes cidades. Em 2019, no início da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o programa foi encerrado.
Na gestão do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, Padilha também assumiu as pastas das Relações Institucionais e da Saúde.
Fonte: sputniknewsbrasil